Uma operação integrada das forças de segurança da Paraíba prendeu em flagrante, na madrugada desta segunda-feira (3), dois homens suspeitos de envolvimento em furtos de canetas emagrecedoras de alto valor comercial. A prisão ocorreu após o arrombamento de uma unidade de uma rede de farmácias em João Pessoa.
Os investigados, de 20 e 43 anos, são apontados pela Delegacia de Roubos e Furtos de João Pessoa (DRF-JP) como integrantes de um grupo que teria como alvo medicamentos injetáveis de alto custo, entre eles o Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida. Segundo a investigação, os crimes eram praticados durante a madrugada mediante arrombamento das lojas.
A rede de farmácias estima que os prejuízos provocados pelas ações criminosas já ultrapassem R$ 500 mil.
Suspeitos foram presos após perseguição
Logo após o furto registrado em uma farmácia localizada na Avenida João Câncio, equipes da DRF-JP, com apoio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), identificaram o veículo utilizado na fuga e iniciaram o acompanhamento.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos desobedeceram à ordem de parada e romperam um bloqueio montado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no posto de Mata Redonda.
A interceptação ocorreu no quilômetro 121 da BR-101, onde os policiais recuperaram todos os medicamentos furtados.
Investigação aponta atuação em Pernambuco
As investigações também indicam que o mesmo veículo teria sido utilizado em furtos semelhantes nas cidades pernambucanas de Caruaru, Gravatá, Bezerros e Garanhuns.
As informações foram compartilhadas pela Polícia Civil de Pernambuco, que colabora com a apuração sobre a possível atuação interestadual do grupo.
Após a prisão, os dois investigados exerceram o direito constitucional de permanecer em silêncio durante o interrogatório.
Eles foram autuados por furto triplamente qualificado e desobediência. A Polícia Civil informou que solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva e continua as diligências para identificar outros possíveis envolvidos.
Polícia alerta para riscos da compra clandestina
Além dos prejuízos financeiros causados ao comércio, o delegado Gabriel Rocha destacou os riscos à saúde representados pela comercialização clandestina desses medicamentos.
Segundo ele, produtos como a tirzepatida exigem armazenamento adequado e controle rigoroso de procedência. A aquisição por canais ilegais pode comprometer a eficácia do medicamento e colocar em risco a saúde dos consumidores.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta que medicamentos injetáveis sejam adquiridos apenas em estabelecimentos autorizados e com origem comprovada.


