A Justiça da Paraíba manteve a proibição do acesso de integrantes das torcidas organizadas Inferno Coral, ligada ao Santa Cruz, e Jovem e Fúria, vinculadas ao Botafogo-PB, ao Estádio Almeidão, em João Pessoa, durante a partida entre as equipes marcada para o próximo sábado (8), pela Série C do Campeonato Brasileiro.
A decisão foi tomada após a Justiça negar recurso apresentado pela Inferno Coral contra a medida preventiva estabelecida pelo Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor do Ministério Público da Paraíba (Nudetor/MPPB).
Medida busca reforçar a segurança
Segundo o Ministério Público, a restrição tem como objetivo evitar novos confrontos entre torcidas organizadas e garantir a segurança dos torcedores, atletas, profissionais envolvidos na partida e demais pessoas que circularão nas imediações do estádio.
A decisão foi confirmada nesta segunda-feira (3) pela juíza Andréa Gonçalves Lopes Lins, da 2ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa.
Na decisão, a magistrada destacou que o direito de participação coletiva da torcida visitante não pode prevalecer sobre a proteção da segurança pública. Ela entendeu que a restrição temporária é proporcional diante do risco de novos episódios de violência em um evento com grande concentração de pessoas.
Proibição inclui acesso ao estádio e compra de ingressos
Além de impedir a presença das três torcidas organizadas nas arquibancadas, a decisão também proíbe a permanência de seus integrantes no perímetro de segurança do Estádio Almeidão.
Como forma de garantir o cumprimento da medida, a Justiça autorizou ainda o bloqueio temporário da compra de ingressos pelos CPFs de dirigentes e integrantes previamente identificados da Inferno Coral.
Ao analisar o pedido da torcida pernambucana, o Judiciário concluiu que a escolta policial solicitada pelo grupo não seria suficiente para eliminar os riscos de confrontos.
Ministério Público prepara nova ação
O coordenador do Nudetor, promotor Leonardo Clementino Pinto, afirmou que o planejamento operacional das forças de segurança para a partida continua em andamento e avaliou que a decisão fortalece a proteção da coletividade.
Segundo o promotor, a complexidade do confronto exige medidas preventivas que preservem a ordem pública sem concentrar grande parte do efetivo policial exclusivamente no acompanhamento de torcidas organizadas.
O Ministério Público da Paraíba também informou que prepara uma nova ação judicial para solicitar o banimento definitivo das torcidas organizadas do Botafogo-PB apontadas no processo, fundamentando o pedido na gravidade dos episódios recentes registrados em João Pessoa.


