A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (23), a Operação Heterônimo para apurar o uso de múltiplos registros de identificação e possíveis fraudes em inscrições do cadastro eleitoral. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.
A investigação chegou a um dos principais elementos do caso por meio de exames de impressões digitais. Segundo a PF, a perícia confirmou que 11 registros de identificação, cadastrados com nomes e dados pessoais diferentes, pertencem ao mesmo indivíduo. Entre eles está um registro apontado pelos investigadores como a provável identidade verdadeira do alvo.
A partir do cruzamento dessas informações, os investigadores também identificaram três inscrições eleitorais sob suspeita de fraude. Elas estão vinculadas a diferentes identidades e aparecem em zonas eleitorais de Santa Rita, na Paraíba; Benevides, no Pará; e Brasília, no Distrito Federal.
Busca por documentos e dispositivos
O mandado cumprido em Cabedelo foi expedido pelo Juízo das Garantias do Núcleo II da Justiça Eleitoral da Paraíba. Durante a operação, os policiais buscam documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer como os diferentes registros foram obtidos e de que maneira teriam sido utilizados.
A existência de múltiplas inscrições eleitorais atribuídas a uma mesma pessoa é tratada pela Justiça Eleitoral dentro dos procedimentos de análise de duplicidade e pluralidade. A legislação do TSE prevê a verificação dessas situações e a decisão posterior da autoridade judiciária sobre as inscrições envolvidas.
Até o momento, as informações divulgadas sobre a Operação Heterônimo não confirmam que o investigado tenha utilizado as diferentes inscrições para votar mais de uma vez. O objetivo desta etapa é reunir novas provas e esclarecer a origem e a utilização dos registros.
O nome da operação faz referência ao uso de diferentes identidades por uma mesma pessoa. A investigação continua.


