A Operação Mata Atlântica em Pé 2026 autuou mais de 230 hectares de desmatamento ilegal na Paraíba e aplicou R$ 2.026.828,80 em multas. A fiscalização ocorreu entre os dias 17 e 27 de agosto e alcançou quatro municípios do estado.
Ao todo, foram emitidos 15 autos de infração durante a ação. As áreas fiscalizadas ficam em São Miguel de Taipu, Massaranduba, Alagoa Grande e Alagoinha.
A operação reuniu equipes do Ministério Público da Paraíba (MPPB), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) e das forças policiais. O trabalho utilizou fiscalização remota e presencial para verificar áreas apontadas por sistemas de monitoramento.
Fiscalização identificou quatro municípios
Os pontos vistoriados foram selecionados a partir de sete alertas de desmatamento emitidos por sistemas de monitoramento remoto, entre eles o MapBiomas Alerta. As informações de satélite serviram como ponto de partida para a atuação das equipes e a verificação das áreas.
A promotora de Justiça Cláudia Cabral, coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do MPPB, destacou a atuação conjunta dos órgãos na fiscalização das áreas e na busca por responsabilização dos envolvidos.
Multas e outras sanções
Além das multas aplicadas, os responsáveis pelas áreas autuadas podem ficar sujeitos a outras medidas previstas na legislação ambiental. Entre elas estão a obrigação de reparar os danos ambientais e climáticos, além de possíveis responsabilidades nas esferas cível e criminal.
As áreas com desmatamento ilegal também podem sofrer restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação, de acordo com a situação de cada caso.
Operação fiscalizou 17 estados
O resultado da Paraíba integra o balanço nacional da Operação Mata Atlântica em Pé 2026, realizada nos 17 estados que possuem áreas do bioma.
No país, foram fiscalizados 1.520 alertas de desmatamento, com a constatação de 8.370,28 hectares de desmatamento ilegal. As multas aplicadas chegaram a aproximadamente R$ 100 milhões.
A operação nacional é coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica.
Os números mostram a dimensão da fiscalização, mas os processos administrativos e eventuais responsabilidades de cada caso seguem conforme a apuração dos órgãos competentes.


