O Ministério Público da Paraíba (MPPB) lançou uma cartilha educativa com orientações para ajudar a população a prevenir fraudes bancárias e golpes financeiros cada vez mais sofisticados. Produzido pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça do Consumidor, o material explica como identificar tentativas de golpe, reforça medidas de segurança digital e orienta os consumidores sobre quais providências tomar em caso de prejuízo.
Segundo o procurador de Justiça Sócrates Agra, coordenador do órgão, o avanço das tecnologias facilitou as transações financeiras, mas também ampliou as oportunidades para criminosos aplicarem golpes utilizando estratégias cada vez mais elaboradas.
De acordo com a publicação, os fraudadores costumam explorar o senso de urgência, a falsa autoridade e a aparência de legitimidade para convencer as vítimas. Entre os recursos utilizados estão logotipos falsificados, e-mails clonados, mensagens fraudulentas e até vozes sintéticas produzidas por ferramentas de Inteligência Artificial para simular atendimentos de instituições financeiras.
Golpes mais comuns
A cartilha reúne os principais tipos de fraudes registrados atualmente no país, incluindo falsas centrais de atendimento, engenharia social por WhatsApp, boletos bancários adulterados, falsos leilões na internet, golpe do motoboy, fraude do Pix agendado e roubos de celulares com acesso a aplicativos bancários.
Além de explicar como funcionam essas práticas criminosas, o documento apresenta orientações para reduzir os riscos e proteger os dados financeiros.
Como se proteger
Entre as recomendações do MPPB estão a utilização de senhas fortes e exclusivas, a ativação da autenticação em dois fatores, a redução dos limites diários e noturnos para transferências via Pix e a realização periódica de verificações de segurança no smartphone e nas contas bancárias.
Caso o consumidor seja vítima de fraude, a cartilha lembra que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) prevê a responsabilidade objetiva das instituições financeiras pelos serviços prestados, cabendo aos bancos responder por eventuais falhas de segurança quando comprovadas.
As denúncias podem ser registradas nas delegacias de Polícia Civil, nos Procons, na plataforma Consumidor.gov.br e também pelos canais oficiais das instituições financeiras.


