O cientista de dados paraibano Alek Maracajá foi nomeado para integrar a Comissão de Articulação de Respostas Rápidas a Riscos Digitais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A criação do grupo foi formalizada pela Portaria TSE nº 668, de 3 de outubro de 2026, publicada no Diário da Justiça Eletrônico em 8 de outubro. A comissão atuará no primeiro e no segundo turnos das eleições gerais deste ano.
O objetivo é identificar, analisar e encaminhar rapidamente situações de desinformação que possam comprometer a integridade do processo eleitoral ou dificultar o exercício do voto. A iniciativa também busca articular a atuação da Justiça Eleitoral com plataformas digitais e instituições especializadas em monitoramento e verificação de informações.
Como funciona a comissão
O grupo é coordenado pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), sob supervisão da Presidência do TSE. A articulação envolve representantes da Justiça Eleitoral, plataformas de internet, organizações de checagem de fatos, instituições acadêmicas, observatórios e centros de pesquisa voltados a temas digitais.
Ao comentar a nomeação, Alek Maracajá destacou a contribuição da ciência de dados para o acompanhamento do ambiente digital.
“Ser convocado pelo TSE para essa missão reconhece o trabalho que a ciência de dados brasileira vem fazendo no monitoramento do ambiente digital. Nosso compromisso é contribuir com evidência técnica e rigor metodológico para que cada eleitor possa votar com informação de qualidade e sem obstáculos”, afirmou.
A comissão tem como foco articular respostas a situações que exijam atenção rápida durante o processo eleitoral. A nomeação, por si só, não significa que seus integrantes tenham poder individual para determinar a remoção de conteúdos ou aplicar sanções.
Trajetória na tecnologia
Alek Maracajá é CEO da Ativaweb DataLab, organização voltada à inteligência digital e à análise do comportamento de plataformas na internet. Na gestão 2026/2028 da Associação Brasileira das Agências Digitais (Abradi), ocupa a vice-presidência de Relações Governamentais e Institucionais.
Com mais de duas décadas de atuação em tecnologia e ciência de dados, ele também trabalha como professor em programas de especialização e MBA nas áreas de Business Intelligence, inovação e empreendedorismo. É autor do livro Brasil Digital e possui formação de pós-graduação em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com pesquisas relacionadas à inteligência artificial e à mediação algorítmica da informação.
A participação de um especialista paraibano no grupo ocorre em um momento em que a Justiça Eleitoral amplia a atenção sobre riscos digitais, conteúdos enganosos e possíveis obstáculos à participação dos eleitores nas eleições de 2026.
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