O uso sem supervisão de smartphones e computadores pode abrir portas silenciosas e perigosas para crianças e adolescentes. Para combater essa realidade e guiar as famílias, a Polícia Civil da Paraíba (PCPB) participou nesta segunda-feira (27) do workshop “Guardiões Digitais: protegendo crianças e adolescentes na era das telas”. O encontro ocorreu no Centro de Convenções Cidade Viva, em João Pessoa, reunindo pais, responsáveis legais, educadores e autoridades de peso no assunto.
A iniciativa teve como foco estratégico mapear os perigos que espreitam o público infantojuvenil no ambiente virtual. Durante o evento, foram colocados em pauta temas de alerta máximo, como os desafios virais, o cyberbullying e o grooming — prática criminosa na qual adultos criam perfis falsos para conquistar a confiança e aliciar menores de idade.
O delegado João Ricardo da França Júnior, titular da Delegacia de Crimes Cibernéticos e um dos palestrantes, destacou a urgência da vigilância constante. O painel demonstrou de forma contundente como a busca incessante por popularidade e curtidas nas redes sociais pode gerar uma exposição excessiva, colocando a integridade física e mental dos jovens em risco direto.
O workshop foi uma iniciativa do Ministério Público da Paraíba (MPPB), mediado pela promotora de Justiça Soraya Nóbrega. A ação configurou uma verdadeira rede de proteção em parceria com a SaferNet Brasil, o Movimento Desconecta, a Delegacia de Crimes Cibernéticos e a Fundação Cidade Viva.
O debate contou com a expertise de nomes centrais da segurança na internet, incluindo Thiago Tavares, fundador e presidente da SaferNet Brasil, além dos advogados Catarina Fugulin e Davi Tavares Viana. Para munir o público de conhecimento prático, o evento promoveu ações educativas e a produção de materiais informativos estratégicos, como cartilhas, guias de orientação e folders.
Mais do que expor os problemas, o encontro entregou o caminho da prevenção. Os especialistas presentes reforçaram a necessidade imediata do controle parental e da supervisão ativa dos dispositivos. A recomendação para as famílias é clara: o uso das tecnologias exige regras definidas e dialogadas, estabelecendo limite de tempo de tela, em quais locais da casa o acesso é permitido e qual tipo de conteúdo pode ser consumido.



Deixe o seu Comentário