As fortes precipitações que atingem João Pessoa nas últimas horas já mostram seus impactos na infraestrutura da cidade e na vida dos moradores. Até a tarde deste sábado (2), mais de 40 pessoas precisaram ser retiradas de suas casas e encaminhadas para abrigos estruturados pelo município. O cenário mobilizou uma força-tarefa, instituída pelo prefeito Leo Bezerra, que percorreu os bairros mais afetados para prestar assistência às famílias.
Os dados divulgados pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec-JP) evidenciam a gravidade do quadro meteorológico. Apenas neste sábado, choveu o equivalente a 56 milímetros na capital. Quando o recorte se expande para as últimas 48 horas, o acúmulo salta para expressivos 196 mm. Para se ter uma dimensão do impacto, a média histórica de chuvas esperada para todo o mês de maio em João Pessoa é de 282 mm, o que demonstra a intensidade do fenômeno em um curto espaço de tempo.
Com o agravamento das áreas de risco, o número de famílias que precisaram de acolhimento saltou de 11 para 16 nas últimas horas. Ao todo, 46 pessoas residentes na Comunidade Engenho Velho, localizada no bairro de Gramame, foram realocadas em segurança para um abrigo temporário montado no Ginásio Ivan Cantisani, no bairro de Tambiá.
A operação de assistência também garantiu o redirecionamento de uma idosa e seu neto para um abrigo institucional da prefeitura, enquanto outras duas pessoas optaram por se alojar em casas de familiares.
O trabalho da Defesa Civil e das secretarias municipais também resultou em medidas drásticas de segurança estrutural. Durante a tarde de sábado, oito imóveis precisaram de intervenção oficial devido ao alto risco de desabamento. Desses, sete foram totalmente interditados e um recebeu interdição parcial.
As ocorrências de interdição predial foram registradas nas seguintes localidades:
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Bairro São José: 5 imóveis afetados
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Mangabeira: 1 imóvel afetado
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Colibris: 1 imóvel afetado
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Centro: 1 imóvel afetado
As equipes da prefeitura seguem em estado de prontidão e monitoramento contínuo nas áreas de maior vulnerabilidade da capital paraibana.


