A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social da Paraíba e o comando da Polícia Militar contestaram a versão apresentada pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão) sobre uma suposta barricada retirada durante sua passagem pelo bairro do Grotão, em João Pessoa.
Durante a visita à comunidade, Renan utilizou um trator para retirar lixo e entulhos de uma via. O candidato afirmou que o material era usado como barricada por criminosos para dificultar o acesso das forças de segurança.
A versão, porém, foi contestada pelo comandante da Polícia Militar da Paraíba, coronel Ronildo. Segundo o oficial, não havia uma barricada instalada por uma facção no local.
“Não existia barricada. Aquilo eram entulhos e lixo”, afirmou o comandante.
Fontes da Secretaria de Segurança também informaram que as forças policiais não haviam sido comunicadas previamente sobre a ação realizada pelo candidato.
Secretaria destaca atuação das forças de segurança
Em nota, a Secretaria da Segurança e da Defesa Social afirmou que o enfrentamento ao crime organizado é uma prioridade das polícias paraibanas.
A pasta destacou que as operações realizadas no estado envolvem planejamento, prevenção, repressão qualificada, inteligência policial e uso de tecnologia, além da integração com forças de segurança de outros estados.
Segundo a secretaria, ações realizadas ao longo de 2026 já resultaram em prisões e apreensões de armas e drogas no combate às organizações criminosas.
Renan defende medidas mais duras contra o crime
A segurança pública foi um dos principais temas da passagem de Renan Santos pela Paraíba. O candidato defendeu a integração entre os governos federal e estaduais e medidas mais rígidas contra organizações criminosas.
Durante entrevista à TV Cabo Branco, Renan afirmou que pretende ampliar as operações conjuntas contra facções e defendeu o aumento das penas e o combate direto às lideranças criminosas.
O presidenciável também mencionou a possibilidade de intervenção federal no Rio de Janeiro e defendeu o endurecimento das penas para crimes patrimoniais, incluindo roubos de celulares.
Candidato questiona decisões do STF
Renan também afirmou que, caso seja eleito, poderia deixar de cumprir decisões do Supremo Tribunal Federal que, segundo sua avaliação, interferissem na execução de operações policiais.
A declaração está alinhada a posicionamentos anteriores do candidato sobre os limites das decisões do STF. Em publicação anterior, Renan defendeu que uma decisão judicial que considerasse ilegal poderia, em determinadas circunstâncias, deixar de ser cumprida pelo Poder Executivo.
Até a publicação desta reportagem, a equipe de Renan Santos não havia divulgado resposta específica às contestações feitas pela Secretaria de Segurança e pelo comandante da Polícia Militar. O espaço permanece aberto para manifestação.


