As Eleições Gerais de 2026 terão votação das 8h às 17h pelo horário de Brasília. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno será realizado em 25 de outubro. A regra vale para todas as cidades participantes do pleito, mas o horário no relógio local muda nos estados e localidades com fusos diferentes do de Brasília.
A unificação do horário foi adotada pela primeira vez nas eleições de 2022. Na prática, a Justiça Eleitoral usa Brasília como referência nacional para abertura e fechamento das seções e para o início da divulgação dos resultados.
Horário muda conforme o fuso
O horário de Brasília não corresponde necessariamente ao horário marcado pelo relógio do eleitor.
Em Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima, por exemplo, a votação ocorrerá das 7h às 16h no horário local. Na maior parte do Amazonas, será das 7h às 16h, enquanto algumas localidades do estado que seguem o fuso do Acre terão votação das 6h às 15h. Em Fernando de Noronha, a votação será das 9h às 18h no horário local.
Para o eleitor, portanto, a referência oficial continua sendo 8h às 17h de Brasília.
O que acontece depois das 17h
O fim do horário regular não significa que uma seção com eleitores na fila precise interromper a votação. Quem estiver aguardando às 17h receberá uma senha e poderá votar normalmente.
Depois que a votação for encerrada, os dados registrados na urna são assinados digitalmente e gravados em uma mídia de resultado. O boletim de urna também é emitido e os dados são encaminhados para transmissão aos tribunais eleitorais.
A partir das 17h de Brasília, a Justiça Eleitoral pode começar a divulgar os resultados. A soma dos boletins enviados pelas seções é chamada de totalização.
A mudança do horário em 2022 acabou com a necessidade de esperar o encerramento da votação em locais com fuso mais atrasado, como o Acre. Antes da unificação, a divulgação dos resultados precisava aguardar o fechamento das urnas nesses locais para evitar a divulgação antecipada enquanto ainda havia eleitores votando em outras regiões.
Prestação de contas tem datas específicas
Depois do pleito, candidatos e partidos precisam apresentar as prestações de contas de campanha à Justiça Eleitoral.
Nas Eleições 2026, o prazo final para as contas do primeiro turno é 3 de novembro. Para candidaturas e partidos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser enviada até 14 de novembro.
Da urna à diplomação
Depois da totalização e da conclusão das etapas previstas no processo eleitoral, ocorre a diplomação. É nesse momento que a Justiça Eleitoral atesta que a candidata ou o candidato foi efetivamente eleito e está apto a tomar posse. O calendário das Eleições 2026 estabelece 18 de dezembro como prazo final para a diplomação dos eleitos.
O diploma registra informações como o nome da pessoa eleita, a legenda e o cargo conquistado. No caso dos suplentes, o documento também pode registrar essa condição.
O que significa uma candidatura sub judice
Uma candidatura sub judice é aquela que continua sendo discutida na Justiça Eleitoral porque ainda existe recurso pendente. Mesmo com o registro indeferido, a pessoa pode continuar na disputa enquanto houver recurso, inclusive fazendo campanha e mantendo o nome na urna, conforme as regras eleitorais.
Isso não significa que o registro tenha sido aprovado. O TSE informa que uma candidata ou um candidato com registro indeferido não pode ser diplomado enquanto essa situação permanecer, mesmo que esteja sub judice.
Nas eleições majoritárias, se na data da posse não houver candidato diplomado, a legislação eleitoral prevê que o presidente do Poder Legislativo assuma temporariamente o cargo em determinadas situações, até decisão favorável no processo de registro ou a realização de nova eleição, conforme o caso.
Quando os eleitos assumem
O calendário de 2026 prevê mudanças nas datas de posse do Executivo.
O presidente e o vice-presidente da República eleitos tomarão posse em 5 de janeiro de 2027. Os governadores e vice-governadores assumirão em 6 de janeiro. Já os senadores e deputados federais tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027.
Nas assembleias legislativas, a posse dos deputados estaduais ocorre no início da nova legislatura, conforme as regras de cada estado. Na Paraíba, por exemplo, a Constituição estadual prevê sessões preparatórias a partir de 1º de fevereiro do primeiro ano após as eleições gerais.
Assim, o processo eleitoral de 2026 não termina quando o eleitor deixa a seção. Depois da votação ainda vêm a totalização, a análise das contas, a diplomação e, por fim, a posse dos eleitos.


