O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora no estado de saúde após enfrentar uma crise de soluços que durou cerca de 36 horas. A atualização médica foi divulgada nesta sexta-feira (24) e informa que ele não voltou a apresentar episódios de soluços nos últimos dias, além de registrar recuperação progressiva dos movimentos do ombro direito, sem dores.
Segundo a equipe médica, a melhora ocorreu após o ajuste na dosagem dos medicamentos utilizados durante o tratamento.
A crise havia sido registrada na semana passada e foi divulgada inicialmente pela jornalista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles.
Recuperação segue com acompanhamento
Apesar da evolução clínica, os médicos informaram que Bolsonaro ainda apresenta instabilidade no equilíbrio, considerada um efeito colateral da medicação.
Como medida preventiva, ele mantém uma rotina de exercícios físicos para reduzir o risco de quedas e controlar episódios de refluxo gastroesofágico.
A alimentação também foi adaptada, incluindo uma dieta com baixo teor de sódio e alimentos menos ácidos.
Prisão domiciliar continua
O tratamento ocorre enquanto Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Na última semana, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve o regime e acrescentou novas restrições.
A decisão foi tomada após o magistrado entender que houve descumprimento das condições impostas ao ex-presidente devido à divulgação de uma carta de conteúdo político por intermédio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) reconheceu o descumprimento das regras, mas avaliou que a situação não justificava a conversão da prisão domiciliar em regime fechado.
Novas restrições
Entre as medidas determinadas pelo STF está a suspensão, por 30 dias, das visitas ao ex-presidente, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.
Flávio Bolsonaro também ficou impedido de realizar visitas presenciais durante 90 dias.
Além disso, permanece proibida a divulgação de manifestações político-eleitorais relacionadas ao ex-presidente por qualquer meio ou por intermédio de terceiros até o término das eleições de 2026.


