A rede de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica na Paraíba está prestes a receber novos reforços e diretrizes. Em uma agenda estratégica realizada em Brasília nesta quarta-feira (29), o Governo do Estado iniciou tratativas para expandir a atuação do programa “Antes que Aconteça”. O foco principal da articulação é fortalecer as parcerias institucionais e potencializar o atendimento humanizado, com destaque para a integração direta com as operações da Polícia Civil paraibana.
As negociações na capital federal foram conduzidas pelo secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social da Paraíba, Jean Nunes. A mesa de diálogo contou com a presença de figuras centrais na segurança e no legislativo: o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, e a senadora Daniella Ribeiro, que atua como coordenadora do programa. O encontro técnico também teve a participação dos professores Thiago Costa e Heleno Torres.
Durante a agenda, as autoridades debateram estratégias concretas para aumentar o alcance da iniciativa no estado. O objetivo é reafirmar o compromisso mútuo das forças de segurança com a criação de políticas públicas repressivas e preventivas focadas no enfrentamento da violência de gênero.
Na Paraíba, a presença do programa “Antes que Aconteça” já é uma realidade estruturada por meio das Salas Lilás. Esses espaços foram instalados estrategicamente dentro dos núcleos do Instituto de Polícia Científica (IPC) para mudar o paradigma de atendimento às mulheres em momentos de extrema vulnerabilidade física e emocional.
A estrutura é projetada para afastar a impessoalidade comum aos trâmites periciais. O objetivo das Salas Lilás é oferecer um acolhimento especializado, garantindo que a mulher receba todo o cuidado, privacidade e respeito necessários durante a realização de exames de corpo de delito e outros procedimentos da perícia criminal.
A expansão do projeto, discutida em Brasília, não se limita à infraestrutura física. A iniciativa engloba um ciclo contínuo de treinamentos, capacitações e eventos direcionados aos policiais civis do estado.
A meta dessa qualificação é dupla: aprimorar o acolhimento na linha de frente e elevar o rigor técnico das investigações de crimes contra a mulher. Ao integrar atendimento sensível e rigor investigativo, o estado busca consolidar uma rede de enfrentamento sólida, garantindo respostas mais rápidas para a sociedade e segurança real para as vítimas.


