Nesta terça-feira (28), a Polícia Civil da Paraíba, por intermédio da Delegacia de Roubos e Furtos de Campina Grande (DRF-CG), deflagrou a “Operação Bona Varia”. O objetivo: tirar de circulação alvos sentenciados que causaram prejuízos tanto aos cofres públicos quanto ao patrimônio de vítimas vulneráveis.
A ação policial focou em dois bairros da cidade e resultou no encaminhamento dos criminosos ao sistema prisional.
O primeiro alvo da operação foi surpreendido pelos investigadores dentro do seu próprio estabelecimento comercial, localizado no Centro de Campina Grande. O homem carrega uma condenação direta por fraude tributária.
Segundo os autos, durante os anos de 2015 e 2016, o comerciante elaborou um esquema para não recolher o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das mercadorias que vendia. A prática delituosa gerou um rombo estimado em R$ 78 mil.
Denunciado em 2019, o homem respondeu a todo o processo em liberdade. Ele chegou a ser condenado em primeira instância e teve seu último recurso negado em abril de 2025. O mandado de prisão definitiva só foi expedido em março deste ano, após o trânsito em julgado da decisão — fase em que não cabem mais recursos.
A segunda prisão ocorreu no bairro Santo Antônio, onde as equipes capturaram uma mulher de 31 anos. O crime cometido por ela escancara a crueldade financeira contra grupos vulneráveis: estelionato qualificado contra uma idosa.
No ano de 2023, a investigada se apossou do cartão bancário da vítima e iniciou diversas compras que, somadas, chegaram a aproximadamente R$ 119 mil. Além do consumo desenfreado, ela utilizou os dados da idosa para contrair empréstimos na ordem de R$ 26 mil.
A Justiça a condenou, em junho de 2024, a uma pena superior a quatro anos de reclusão. Inicialmente, ela deveria cumprir a sentença no regime semiaberto, mas ignorou e descumpriu as medidas cautelares impostas pelo juízo. A falha no cumprimento das regras resultou na regressão de pena. Em abril deste ano, a Justiça determinou que ela fosse transferida para o regime fechado, motivando a expedição do mandado executado pela DRF-CG nesta terça-feira.
Ambos os presos encontram-se agora nas unidades prisionais do Estado, à total disposição do Poder Judiciário.


