Em uma ação cirúrgica e de grande impacto, a Polícia Civil deflagrou a Operação Senhor das Armas, mirando o coração do tráfico bélico no estado. O principal alvo? Um grupo criminoso especializado em fornecer poder de fogo para facções, operando com base no município de Cabedelo.
O resultado do cerco policial chama a atenção pela estrutura da quadrilha: mais de 20 armas de fogo foram apreendidas, além de farta munição e até um maquinário específico para o recondicionamento de projéteis. O esquema operava de forma ampla, cobrindo todas as etapas do mercado negro – desde a aquisição e adulteração até o transporte e a venda clandestina do armamento.
A operação é o ápice de uma investigação minuciosa conduzida pela Delegacia de Combate à Circulação e Comércio Ilegal de Armas de Fogo, Munições e Explosivos (DESARME). Segundo o delegado André Macedo, que esteve à frente das diligências, o arsenal do grupo não tinha uma única fonte. As armas chegavam às mãos dos criminosos por diversas vias, sendo frutos de roubos, furtos e extravios.
Um detalhe alarmante revelado pelas apurações é a participação do comércio legal na rede ilícita: uma loja especializada em manutenção de armas foi apontada como parte integrante do esquema, servindo de fachada e suporte para as atividades da facção.
Para desmantelar a organização de forma simultânea e evitar fugas, a força-tarefa não poupou efetivo. Ao todo, a Justiça expediu oito mandados de prisão e quinze mandados de busca e apreensão.
A magnitude da Operação Senhor das Armas exigiu um esforço conjunto de peso. Coordenada em parceria com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), a ofensiva mobilizou cerca de 100 policiais. O cerco contou com o apoio estratégico de unidades de elite, incluindo:
-
Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO);
-
Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE);
-
Grupo de Operações Especiais (GOE);
-
CANIL da Polícia Civil;
-
Unidade de Inteligência Policial (UNINTELPOL) e outras frentes da PC.
A quebra dessa cadeia logística representa não apenas a retirada imediata de armas das ruas, mas um enfraquecimento direto na capacidade de ataque e defesa das facções que aterrorizam a região.


