O final da tarde da última quarta-feira (15) transformou uma obra no bairro do Rangel, em João Pessoa, em uma cena de violência extrema. O que era para ser apenas mais um dia de reforma em uma residência terminou com a execução de um homem de 24 anos e outras duas pessoas baleadas, em um ataque que tem todas as características de um acerto de contas.
A dinâmica da invasão reforça a tese de premeditação. De acordo com as informações confirmadas pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB), o grupo de atiradores chegou ao local de forma rápida e silenciosa a bordo de um veículo branco. Com os rostos totalmente cobertos para dificultar a identificação, os suspeitos desembarcaram e iniciaram os disparos de imediato.
Para a polícia, não há dúvidas de que o jovem de 24 anos, morto no local, era o verdadeiro alvo da ação criminosa. No entanto, o cenário do crime revelou um detalhe que adiciona uma nova camada à investigação: durante a perícia, as autoridades encontraram com a vítima fatal uma arma de fogo contendo sete munições intactas, indicando que ele andava armado e, possivelmente, temia algum ataque, embora não tenha tido tempo hábil para reagir.
A rajada de tiros não se limitou apenas ao alvo principal. Outros dois homens, que estavam na casa durante a investida, acabaram sendo atingidos. Segundo os levantamentos no local, uma dessas vítimas seria moradora da residência que estava em obras.
O socorro agiu rapidamente para evitar uma tragédia ainda maior. Um dos homens baleados foi encaminhado de imediato para o Complexo Hospitalar Tarcísio de Miranda Burity, o Trauminha. A segunda vítima ferida foi levada às pressas para o Hospital de Emergência e Trauma da capital paraibana.
Agora, o caso está sob a responsabilidade de investigação das autoridades de segurança. A Polícia Civil trabalha ativamente na coleta de provas, testemunhos e no rastreio do veículo branco utilizado na fuga. Até o fechamento desta reportagem, a autoria do crime e a motivação exata que desencadeou o ataque continuam sob investigação.


