Janine Lucena (PSD) renunciou, na noite desta segunda-feira (14), à candidatura de primeira suplente do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) nas Eleições 2026. Para substituí-la, a chapa escolheu o irmão dela, Matheus Lucena (PDT). A mudança ocorreu três dias após o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) indeferir, por unanimidade, o registro de Janine.
A renúncia foi apresentada em caráter “irrevogável e irretratável”, segundo as informações divulgadas após a formalização do pedido. Matheus, filho de Cícero Lucena (MDB), passa a ser o nome indicado pela chapa para ocupar a primeira suplência de Veneziano.
A substituição, porém, ainda precisa cumprir os procedimentos de registro e ser analisada pela Justiça Eleitoral. O TSE estabelece que, como regra geral, pedidos de substituição devem ser apresentados até 20 dias antes do pleito, além de observar os prazos específicos aplicáveis em caso de renúncia.
Mudança ocorre após decisão do TRE-PB
Na sexta-feira (11), o TRE-PB acolheu a ação de impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral e indeferiu o registro de Janine. O processo utilizou elementos da Operação Mandare, investigação que apurou suspeitas de atuação de uma organização criminosa e possíveis relações com agentes públicos e atividades político-eleitorais em João Pessoa.
A relatora do caso, desembargadora eleitoral Giovanna Mayer, considerou suficientes os elementos apresentados pelo Ministério Público para o indeferimento do registro. Os demais integrantes da Corte que participaram do julgamento acompanharam o voto.
A defesa de Janine havia recorrido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a decisão. Os advogados contestaram os elementos usados na ação e sustentaram que ela não possui condenação capaz de gerar inelegibilidade.
Com a renúncia, a tentativa de Janine de permanecer na primeira suplência deixa de ser o foco da disputa, enquanto a chapa passa a buscar a regularização da candidatura de Matheus Lucena perante a Justiça Eleitoral.


