Os casos de Covid-19 apresentam tendência de crescimento em 19 unidades da Federação nas últimas seis semanas, incluindo a Paraíba. O aumento foi identificado em todas as faixas etárias, segundo dados do Ministério da Saúde que consideram o período de 25 a 31 de outubro de 2026.
Em João Pessoa, o sinal de atenção aparece em outro indicador. O boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (5), identificou a capital paraibana entre as duas capitais brasileiras com atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco e tendência de crescimento a longo prazo. Aracaju, em Sergipe, também aparece nessa condição.
Os dois levantamentos mostram um cenário que exige acompanhamento, mas medem situações diferentes. A tendência de crescimento da Covid-19 foi identificada em estados, enquanto o alerta para João Pessoa se refere à atividade de SRAG, que pode estar relacionada a diferentes vírus respiratórios.
Paraíba está entre os estados com aumento de casos
O levantamento do Ministério da Saúde identificou tendência de crescimento da Covid-19 em 19 unidades da Federação, distribuídas pelas cinco regiões brasileiras.
No Nordeste, além da Paraíba, aparecem Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Piauí. Também foram identificados sinais de alta em estados do Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
A análise considera as notificações registradas nas seis semanas mais recentes do período avaliado. Os pesquisadores utilizam modelos estatísticos que levam em conta possíveis atrasos na inclusão dos dados nos sistemas de vigilância.
Atividade da Covid-19 permanece em baixo risco
Apesar da tendência de crescimento, o Ministério da Saúde classifica como baixo o nível de atividade da Covid-19 em todos os estados. A Fiocruz também aponta que a incidência de casos graves provocados pelo coronavírus permanece em patamar reduzido.
O cenário reforça a importância de acompanhar os indicadores epidemiológicos sem confundir o aumento de registros com uma elevação equivalente na gravidade da doença.
Vacinação continua sendo a principal proteção
A pesquisadora Tatiana Portella, integrante do Programa de Computação Científica da Fiocruz, destaca que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra casos graves e mortes por Covid-19.
“A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos por Covid-19 é a vacinação, por isso é essencial que as pessoas dos grupos prioritários estejam em dia com a vacina contra o vírus”, explicou a especialista.
A orientação é que pessoas dos grupos prioritários verifiquem se estão com o esquema vacinal atualizado e procurem uma unidade de saúde para receber as doses indicadas.
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