O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) informou à Câmara dos Deputados que o responsável pela invasão ao sistema da Defesa Civil Nacional utilizou conhecimentos adquiridos em um curso oficial disponibilizado pelo próprio governo. O caso ocorreu após o uso de credenciais de acesso vazadas e segue sob investigação da Polícia Federal.
O ataque aconteceu entre a noite de 19 de junho e a madrugada de 20 de junho, quando milhares de brasileiros receberam alertas falsos de risco extremo enviados pelo sistema oficial da Defesa Civil.
Como ocorreu a invasão
Segundo o ministério, o invasor, identificado pelo codinome “Misantropi4”, utilizou credenciais legítimas que haviam sido divulgadas em um grupo no aplicativo Telegram.
De acordo com a pasta, essas credenciais foram combinadas com uma vulnerabilidade existente na plataforma governamental IDAP, permitindo o envio indevido das mensagens de emergência.
O MIDR informou que a equipe técnica identificou o problema às 23h59 do dia 19 de junho. As contas comprometidas foram bloqueadas imediatamente e a publicação externa utilizada na invasão foi removida.
Ainda conforme o ministério, a infraestrutura principal do sistema não foi comprometida e as vulnerabilidades exploradas já foram corrigidas.
Polícia Federal investiga o caso
As informações foram encaminhadas ao deputado Gustavo Gayer (PL-GO) em resposta a um requerimento apresentado à Câmara dos Deputados.
Paralelamente, a Polícia Federal conduz investigação para identificar todos os responsáveis pela invasão e esclarecer como ocorreu o vazamento das credenciais utilizadas no ataque.
Governo reforça segurança do sistema
Após o incidente, o Ministério da Integração anunciou novas medidas para reforçar a segurança da plataforma da Defesa Civil.
O sistema passou a permitir acesso apenas pela rede interna do ministério. Além disso, todos os operadores agora precisam utilizar autenticação em múltiplos fatores, mecanismo que exige uma segunda etapa de verificação além da senha tradicional.
Outra mudança determina que estados e municípios utilizem obrigatoriamente uma Rede Privada Virtual (VPN) para acessar a plataforma, criando uma camada adicional de proteção contra acessos não autorizados.
Segundo o MIDR, as alterações têm como objetivo reduzir riscos de novos ataques e fortalecer a segurança dos sistemas utilizados para emissão de alertas oficiais à população.


