O cenário político de Cabedelo segue no centro das atenções. Após os desdobramentos da Operação Cítrico — que culminou no seu afastamento do cargo —, o prefeito Edvaldo Neto decidiu romper o silêncio. Em um pronunciamento incisivo publicado em suas redes sociais, o gestor enfrentou as acusações de frente, negou qualquer envolvimento em irregularidades e apresentou sua versão dos fatos com um discurso focado no combate à criminalidade.
O Notícia de Fato PB traz agora, em detalhes, o posicionamento oficial que busca responder às dúvidas da população e dar a versão da defesa sobre as recentes investigações.
“Consciência tranquila” e negação de atos ilícitos
A estratégia de defesa pública de Edvaldo Neto baseia-se na transparência de sua trajetória. Durante o vídeo, o político fez questão de frisar que não cometeu absolutamente nenhum ato ilegal, seja durante o seu mandato como vereador ou enquanto ocupava a cadeira de prefeito interino do município.
O gestor diz que tem a “consciência tranquila” diante das apurações conduzidas pela Polícia Federal e reafirmou sua total inocência perante os fatos investigados.
Combate à infiltração criminosa e a lei antifacção
Em vez de atuar apenas na defensiva, Edvaldo Neto direcionou seu discurso para o enfrentamento direto ao crime organizado. O ponto alto do seu pronunciamento foi a revelação das ações de sua gestão para blindar a máquina pública. O prefeito afastado argumentou que, ao contrário do que sugerem as suspeitas da operação sobre infiltração criminosa na prefeitura, ele próprio adotou medidas rigorosas de barreira.
Para reforçar sua posição, Edvaldo destacou em sua fala que “lutou incansavelmente contra as organizações criminosas”. Ele aproveitou o alcance do vídeo para defender enfaticamente a criação de um projeto de lei antifacção. Essa medida serviria como um escudo institucional desenhado para impedir, por vias legais, que grupos ilícitos ganhem espaço, influência ou contratos na administração municipal.
O contexto da operação
A manifestação do gestor ocorre como uma resposta aguardada à Operação Cítrico, ação que sacudiu a Grande João Pessoa ao investigar um suposto consórcio ilícito nos contratos do município. Ao se posicionar publicamente, Edvaldo Neto demonstra que não se escondeu diante da crise, marcando território político e jurídico para provar sua inocência no decorrer das investigações que seguem em andamento.


