A Polícia Civil da Paraíba deflagrou nas primeiras horas desta quinta-feira (7) a Operação Meia Tonelada, uma ofensiva estratégica elaborada para desmantelar o núcleo logístico e financeiro de uma organização criminosa. Sob a coordenação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), os agentes cumprem nove mandados de prisão e 12 de busca e apreensão direcionados aos municípios de João Pessoa e Pilar. A Justiça estadual determinou, ainda, o bloqueio imediato de R$ 12 milhões em bens e valores associados ao esquema.
O fio condutor da investigação surgiu em setembro de 2025, após as forças de segurança imporem uma perda estrutural ao grupo: a apreensão de aproximadamente 500 quilos de skunk em um ponto base no bairro de Mangabeira, zona sul da capital paraibana. A partir deste confisco, a DRACO iniciou um mapeamento para rastrear a cadeia de fornecimento.
O aprofundamento das apurações revelou que a carga ilícita tinha origem no estado do Acre. A inteligência policial identificou de forma detalhada os membros responsáveis por enviar e administrar o entorpecente a partir da região Norte, além de mapear o braço operacional encarregado da aquisição, recepção e pulverização da droga em território paraibano.
Os dados coletados ao longo dos meses confirmam a atuação de um grupo criminoso altamente articulado. A organização operava com divisão rigorosa de tarefas, o que viabilizava a manutenção da logística interestadual e garantia a sustentação da movimentação financeira expressiva — agora contida pela decisão de bloqueio patrimonial de R$ 12 milhões. As ordens judiciais de prisão e busca foram expedidas com base na gravidade do circuito operacional apresentado pela autoridade policial.
Para garantir o sucesso das incursões, a Operação Meia Tonelada mobilizou uma força-tarefa integrada. A ofensiva conta com o suporte de tropas de elite e setores especializados da Polícia Civil: Delegacia de Repressão a Armas e Munições (DESARME), Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Grupo de Operações Especiais (GOE), Grupo Tático Especial (GTE) da 9ª Delegacia Seccional e a Unidade de Inteligência Policial (UNINTELPOL).


