Organizado pelas empresas Massai e H-STATION — responsáveis pelo desenvolvimento do complexo OMNI Life & Health —, o encontro destacou números que comprovam o aquecimento do setor. Segundo o Global Wellness Institute, a economia do bem-estar já movimenta mais de US$ 6 trilhões globalmente, com projeção de ultrapassar a expressiva marca de US$ 9 trilhões até 2028. Nesse cenário, o Brasil ocupa uma posição de liderança absoluta na América Latina e figura em 12º lugar no ranking mundial.
O painel, mediado por Jayme Veríssimo, diretor comercial do OMNI, contou com a expertise de três empreendedoras que atuam na linha de frente do setor em João Pessoa.
Raizza Pinheiro, cofundadora da 50+ Aventuras, jogou luz sobre o rápido crescimento da chamada “economia prateada”. Ela explicou que o público acima dos 50 anos busca, cada vez mais, uma rotina ativa e experiências com propósito. “Passamos a vida inteira planejando nosso futuro, emprego, casamento, filhos, mas não planejamos nossa aposentadoria”, refletiu. Para a empresária, a quebra de paradigmas é real: “Nós fomos pegos de surpresa por essa ‘sobrevida’ mal planejada, mas o mercado passou a entender que temos uma parcela da sociedade ativa, economicamente viável e com muita vontade de viver”.
A mudança estrutural no comportamento do consumidor também foi o foco de Jaqueline Vassan, que lidera uma operação da rede Velocity na cidade. Para ela, a crise sanitária acelerou uma nova visão sobre o autocuidado. “A pandemia foi a virada de chave, o exercício físico se tornou valioso junto ao bem-estar”, afirmou. Jaqueline ressaltou que, no modelo de “bike indoor” adaptado ao Brasil, o diferencial não é apenas a queima de calorias, mas as conexões humanas. “O ponto não era só a aula, mas fazer as pessoas voltarem pelas conexões que constroem ali dentro.”
Seguindo essa mesma linha de exclusividade, Luana Cruz, fundadora do Lift Wellness (estúdio inaugurado em 2025), trouxe a perspectiva europeia dos estúdios boutique, que não entregam apenas atividades físicas, mas experiências integradas. Luana notou uma demanda crescente do público pessoense por métodos preventivos. “As pessoas estão buscando se prevenir. Fazem academia, mas buscam suplementação, banheira de gelo, pilates para evitar lesão e entendem que ao invés de pagar o remédio, realizar atividades rotineiras vai sanar algo lá na frente”, explicou.
Mais do que debater o futuro, João Pessoa já constrói a infraestrutura necessária para suportar essa demanda. O próprio OMNI Life & Health se posiciona como o grande vetor dessa transformação. Com entrega prevista para o ano de 2027, o megaprojeto está sendo erguido em Manaíra, um dos bairros mais dinâmicos da capital.
A torre impressiona pelos números: serão cerca de 120 metros de altura e 67 mil metros quadrados de área construída, integrando os segmentos comercial, residencial e médico em um só lugar. “O OMNI é um produto que muito nos empolga. Ele traz para o mercado de saúde local 233 consultórios médicos e o Blanc Hospital, com foco em cirurgias eletivas”, detalhou Jayme Veríssimo.
Para o diretor, a essência do empreendimento traduz o que as debatedoras apresentaram no palco. “Falar de bem-estar é muito mais profundo do que estamos acostumados a ouvir, é falar de qualidade social, emocional, longevidade, propósito e experiências”, concluiu. A iniciativa atesta o avanço do setor e fortalece João Pessoa no radar dos grandes polos de saúde e qualidade de vida do país.


