Celebrado em 31 de julho, o Dia do Orgasmo busca ampliar o debate sobre saúde sexual e bem-estar. Embora a data tenha surgido em 1999 a partir de uma campanha comercial no Reino Unido, atualmente ela é utilizada para estimular discussões sobre educação sexual, autoconhecimento e dificuldades relacionadas à resposta sexual feminina, como a anorgasmia.
Especialistas destacam que muitas mulheres ainda enfrentam dificuldades para alcançar o orgasmo e, em alguns casos, recorrem à simulação por receio de conversar sobre o assunto com seus parceiros ou profissionais de saúde.
O que pode causar a anorgasmia?
Segundo especialistas, a resposta sexual feminina depende da interação entre fatores físicos, emocionais, psicológicos e sociais.
Desequilíbrios hormonais, efeitos de medicamentos, ansiedade, depressão, experiências traumáticas, dificuldades nos relacionamentos e aspectos culturais podem interferir no ciclo da resposta sexual.
Além disso, a falta de diálogo e o desconhecimento sobre o próprio corpo podem dificultar a busca por orientação especializada.
Educação sexual e autoconhecimento
Pesquisas na área de terapia sexual indicam que a psicoeducação e o acompanhamento multiprofissional podem contribuir para reduzir os sintomas da anorgasmia e melhorar a qualidade de vida.
O tratamento pode envolver ginecologistas, fisioterapeutas pélvicos, psicólogos e sexólogos, sempre de forma individualizada.
Especialistas também ressaltam que o autoconhecimento faz parte do processo terapêutico e pode ajudar a compreender melhor a resposta sexual feminina, contribuindo para uma vivência mais saudável da sexualidade.
Saúde e qualidade de vida
Mais do que discutir desempenho sexual, o Dia do Orgasmo reforça a importância da informação baseada em evidências científicas, do acolhimento profissional e da quebra de tabus que ainda dificultam o acesso das mulheres aos cuidados com a saúde sexual.
*Com informações do Centro de Estudos da Família e do Indivíduo


