A estabilidade no comando técnico da Seleção Brasileira para o próximo ciclo de Copas do Mundo está a poucos passos de ser oficializada. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) trabalha com um prazo definido para anunciar a extensão do contrato do técnico Carlo Ancelotti até a Copa do Mundo de 2030: a expectativa é que o documento esteja assinado até o dia 18 de maio, data marcada para a convocação da equipe que disputará o Mundial de 2026.
As informações foram detalhadas pelo presidente da CBF, Samir Xaud. Em entrevista concedida ao portal GE na última quinta-feira (30), logo após o encerramento do Congresso da Fifa, realizado no Canadá, o dirigente confirmou que a negociação está em seus estágios finais, dependendo apenas de trâmites burocráticos.
A diretoria da CBF demonstra total segurança no projeto encabeçado pelo italiano. Segundo o presidente da entidade, a sintonia entre as partes é o principal motor para a continuidade a longo prazo.
O planejamento jurídico estabelece que o novo compromisso de Ancelotti será fragmentado em duas etapas. A estrutura prevê um primeiro vínculo com duração de dois anos, atrelado a uma cláusula de renovação automática pré-acordada por mais 24 meses. Ao final, a soma garante os 48 meses de trabalho contínuo até a Copa de 2030.
Além da extensão do prazo, as cifras do acordo chamam a atenção pela magnitude. A renovação manterá a base salarial firmada no contrato inicial de maio de 2025. Carlo Ancelotti continuará recebendo 10 milhões de euros anuais, o equivalente a aproximadamente 59,3 milhões de Reais.
Na prática, os vencimentos mensais do italiano giram em torno de quase R$ 5 milhões, o que consolida este contrato como o maior salário já pago a um treinador em toda a história da Seleção Brasileira.


