A repercussão jurídica e política em torno da condenação do ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone (PSB), por violência doméstica contra a advogada Myriam Gadelha ganhou um novo desdobramento. O ex-deputado Pedro Cunha Lima manifestou publicamente sua solidariedade à vítima e expressou forte preocupação com a impunidade do agressor, cobrando atitudes firmes tanto da Justiça quanto do cenário partidário paraibano.
Diante da recente movimentação do caso nos tribunais superiores, Pedro Cunha Lima foi direto em seu posicionamento: “STJ mude liminar e PSB não dê legenda”. A declaração aponta para duas frentes distintas de cobrança.
Primeiro, o político pede que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reveja o entendimento sobre o caso. Em março, uma decisão do ministro Messod Azulay Neto reduziu a pena do ex-prefeito — originalmente fixada em 1 ano e 4 meses — para 10 meses e 25 dias de prisão, sob o argumento de adequação da dosimetria. A medida alterou o cumprimento da pena e reacendeu o debate sobre a responsabilização judicial em crimes contra a mulher.
Em segundo lugar, o apelo se direciona ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), sigla à qual Fábio Tyrone é filiado e pela qual articula uma pré-candidatura a deputado federal nas próximas eleições. Pedro defende publicamente que o partido não conceda o registro de candidatura (legenda) ao ex-prefeito, impedindo que um político com condenação baseada na Lei Maria da Penha ocupe espaço na disputa eleitoral.
A agressão que fundamenta a condenação ocorreu em dezembro de 2018, em João Pessoa. À época, Tyrone e Myriam Gadelha mantinham um relacionamento. Conforme o processo, o ex-prefeito atingiu a advogada no rosto, pescoço, costas e pernas. Exames de corpo de delito confirmaram as múltiplas lesões, e a acusação demonstrou que as agressões ocorreram em um cenário de descontrole.
A decisão recente do STJ, que atenuou a sentença de Tyrone, gerou forte indignação por parte da vítima. Myriam Gadelha declarou que o desfecho enfraquece a luta das mulheres e transmite à sociedade a mensagem de que a denúncia não traz punições severas, o que aprofunda o trauma e a revitimização de quem sofre abusos.
Acompanhe abaixo o vídeo na íntegra:


