A segunda fase da Operação Trapiche foi deflagrada nesta quarta-feira (16) em João Pessoa para cumprir 30 mandados judiciais contra investigados por envolvimento com uma organização criminosa. A ação é realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba (FICCO/PB) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no âmbito da Operação Força Integrada IV.
Do total, são 17 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão preventiva, expedidos pela 2ª Vara Regional das Garantias do Estado da Paraíba. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros de investigados até o limite de R$ 750 mil, além do sequestro de bens e de outras restrições patrimoniais.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a atuação de integrantes de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, homicídios e outros crimes correlatos em João Pessoa.
Segunda fase da Operação Trapiche
A nova etapa é um desdobramento das investigações iniciadas na primeira fase da Trapiche, deflagrada em 12 de maio de 2026. Na ocasião, foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão preventiva, além de sete medidas de bloqueio e sequestro de bens.
De acordo com a PF, a segunda fase também atinge a estrutura financeira do grupo investigado, com medidas destinadas a restringir o patrimônio relacionado às atividades apuradas.
Atuação integrada
A operação ocorre no âmbito da Força Integrada IV, mobilização nacional realizada simultaneamente em 24 estados da Federação.
Na Paraíba, a FICCO é coordenada pela Polícia Federal e reúne Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Secretaria Nacional de Políticas Penais, Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social e Secretaria de Estado da Administração Penitenciária. As instituições atuam em cooperação, sem hierarquia entre as forças participantes.
As diligências continuam nesta quarta-feira para o cumprimento das ordens judiciais e das medidas patrimoniais determinadas pela Justiça.


