João Pessoa neutralizou 27.843 ovos de mosquitos entre janeiro e julho de 2026, segundo balanço da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O trabalho foi realizado pela Gerência de Vigilância Ambiental (GVAM), que utilizou 554 armadilhas distribuídas pelas diferentes regiões da Capital.
O resultado integra as ações de monitoramento de mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya. Atualmente, a cidade mantém 625 armadilhas do tipo ovitrampa para identificar áreas com maior presença do Aedes aegypti.
Como funcionam as armadilhas
As ovitrampas são recipientes utilizados para atrair as fêmeas do mosquito e permitir o monitoramento da presença do vetor. Com os dados coletados, as equipes conseguem identificar regiões onde há maior atividade e direcionar ações de controle.
O município também utilizou 162 armadilhas nos meses de novembro e dezembro de 2025, quando foram neutralizados 6.233 ovos.
João Pessoa terá novas estações com larvicida
A estratégia de controle ganhará um reforço a partir de 14 de setembro, quando a Vigilância Ambiental pretende instalar as primeiras Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs).
O sistema utiliza o próprio Aedes aegypti para levar pequenas partículas de larvicida para outros criadouros. Quando a fêmea entra em contato com a estação, partículas do produto ficam aderidas ao corpo do mosquito. Ao visitar outros locais para depositar ovos, ela pode levar o larvicida para esses recipientes, contribuindo para eliminar as larvas antes que cheguem à fase adulta.
Segundo Juliana Trigo, gerente de Vigilância Ambiental de João Pessoa, a EDL é composta por um recipiente com água e uma superfície impregnada com larvicida, sendo destinada a áreas prioritárias para o controle do Aedes aegypti.
População também ajuda no combate
Além do trabalho das equipes, a Prefeitura orienta os moradores a evitar o acúmulo de água parada e comunicar possíveis criadouros.
As denúncias podem ser feitas pelo Disk Dengue, pelos telefones (83) 3213-7781 e (83) 3213-7782, ou pelo WhatsApp (83) 99395-1971. O canal também recebe fotos e vídeos de possíveis focos do mosquito.
A Prefeitura reforça que os moradores devem receber os agentes de combate às endemias devidamente identificados e seguir as orientações da Vigilância Ambiental.
Por que 20 de agosto virou o Dia Mundial do Mosquito?
A data é lembrada em referência ao trabalho do médico britânico Ronald Ross, que demonstrou em 1897 a participação dos mosquitos na transmissão da malária. A descoberta ajudou a estabelecer a importância do controle do vetor no combate à doença.
Hoje, a preocupação vai além da malária. No Brasil, espécies como o Aedes aegypti podem transmitir arboviroses como dengue, zika e chikungunya.
Onde procurar atendimento
Quem apresentar sintomas suspeitos de arboviroses deve procurar inicialmente a Unidade de Saúde da Família (USF) de referência.
Em situações com sintomas mais intensos, a orientação municipal é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Para crianças e adolescentes que necessitem de atendimento de urgência, a referência indicada pela Prefeitura é o Hospital Municipal do Valentina (HMV).
*Com informações PMJP


