A Paraíba registrou o maior crescimento do setor de serviços entre os estados do Nordeste em maio de 2026. Segundo levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste (BNB), o estado apresentou expansão de 4,3%, desempenho superior à média nacional, que ficou em 2,6%.
Com esse resultado, a economia paraibana assumiu a liderança regional, à frente de Sergipe, que registrou crescimento de 3,1%. Mesmo diante de oscilações no volume de serviços entre março e maio, a Paraíba manteve o melhor desempenho do Nordeste.
Tecnologia impulsiona o avanço
O levantamento mostra que o crescimento do setor de serviços foi impulsionado principalmente pelas atividades de informação e comunicação.
Em âmbito nacional, esse segmento avançou 5,5%, com destaque para os serviços de tecnologia da informação, que cresceram 10,8%. Já as atividades profissionais, administrativas e serviços complementares registraram alta de 2,6%.
Banco do Nordeste prevê expansão do crédito
A expectativa para o restante de 2026 permanece positiva. As projeções indicam crescimento de 2,1% no volume nacional de serviços, enquanto o segmento de informação e comunicação poderá avançar 4,9%.
Para acompanhar esse movimento, o Banco do Nordeste planeja ampliar a oferta de crédito para empresas e empreendedores durante o segundo semestre.
Segundo o superintendente do BNB, Rudrigo Araújo, o financiamento estimula investimentos, modernização dos negócios, geração de empregos e aumento da competitividade das empresas.
“Os recursos injetados na economia estadual contribuem para investimentos, modernização de negócios, geração de emprego e aumento da competitividade, fortalecendo um ambiente favorável ao crescimento das atividades econômicas e ajudando a consolidar a posição da Paraíba como destaque regional no desempenho do setor.”
Serviços representam 70% do PIB brasileiro
O setor de serviços continua sendo o principal motor da economia brasileira.
Em 2025, dos R$ 12,7 trilhões registrados no Produto Interno Bruto (PIB), aproximadamente R$ 8,9 trilhões foram gerados pelas atividades de serviços, representando cerca de 70% de toda a riqueza produzida no país.


