O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) entregou à Polícia Federal (PF) as armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, em cumprimento a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o procedimento, o Exército informou que duas das oito armas relacionadas na decisão judicial não estavam sob sua guarda.
A defesa do ex-presidente apresentou versão diferente e afirmou que todo o armamento citado na determinação permanece armazenado nas instalações do Exército.
Divergência sobre o arsenal
Segundo o BPE, apenas parte das armas solicitadas foi localizada e entregue à Polícia Federal. A informação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal durante o cumprimento da ordem judicial.
Os advogados de Bolsonaro, por outro lado, sustentam que as oito armas permanecem sob responsabilidade do Exército, contestando a informação de que duas unidades estariam ausentes.
Determinação do STF
O recolhimento do armamento foi determinado por Alexandre de Moraes após uma ocorrência registrada no Distrito Federal, quando um segurança particular foi abordado portando uma arma registrada em nome do ex-presidente.
O caso foi analisado pela Polícia Civil do Distrito Federal, que concluiu o procedimento sem indiciar Bolsonaro quanto à legalidade do armamento.
A determinação para a entrega das armas integrou a mesma decisão judicial que renovou a prisão domiciliar do ex-presidente. Na fundamentação, Moraes afirmou que a manutenção de armas de fogo é incompatível com o atual cumprimento da pena imposta no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.


