A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (29), a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de junho. Com a decisão, os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) continuarão pagando um acréscimo nas contas de luz.
O custo adicional estipulado pelo órgão regulador é de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A medida afeta diretamente o fornecimento de energia para residências, estabelecimentos comerciais e indústrias no Brasil.
Seca e custos operacionais
De acordo com a Aneel, a permanência da tarifa extra ocorre devido ao período seco no país. Esse cenário climático reduz a capacidade de geração hidrelétrica e força o acionamento das usinas termelétricas, que possuem um custo de operação significativamente mais elevado.
Como funciona o sistema
Criado no ano de 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias tem o objetivo de repassar aos usuários os custos variáveis da produção de eletricidade. Mensalmente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia as condições de operação, define a melhor estratégia de geração e projeta as despesas do setor.
Quando a previsão aponta custos menores, a agência aplica a bandeira verde, que isenta o consumidor de cobranças adicionais. Em cenários menos favoráveis, vigora a bandeira amarela, com acréscimo na faixa de R$ 1,88. Já em condições mais custosas, pode ser acionada a bandeira vermelha no Patamar 1, que aplica uma taxa de R$ 4,46 para cada 100 kWh consumidos.


