Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada neste sábado (23), indica que as taxas de aprovação e de desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão empatadas em 48%. O levantamento presencial foi realizado na quarta (20) e na quinta-feira (21).
Segundo os dados, 38% dos brasileiros classificam a administração federal como ruim ou péssima. A parcela de entrevistados que considera o governo ótimo ou bom é de 32%, enquanto 28% o definem como regular.
Os números registrados oscilaram dentro da margem de erro de dois pontos percentuais em relação à pesquisa do dia 16. O índice positivo variou de 30% para 32%, e o indicador negativo oscilou de 39% para 38%.
Histórico e comparações
A diferença entre as avaliações negativa e positiva recuou de 11 pontos em abril para seis pontos na edição atual. O período de maior reprovação no atual mandato ocorreu em fevereiro de 2025. Naquele momento, marcado pela crise do Pix, 41% avaliavam a gestão como ruim ou péssima e 24% como ótima ou boa.
Em comparação com ex-presidentes em estágio semelhante de mandato, os 38% de avaliação negativa de Lula superam as taxas de Dilma Rousseff em 2014 (26%) e de Fernando Henrique Cardoso em 1998 (21%) e 2002 (29%). A marca também é maior que as do próprio Lula em 2006 (22%) e 2010 (5%). No entanto, o índice atual é inferior aos 48% de rejeição obtidos por Jair Bolsonaro em 2022.
Cenário eleitoral de 2026
A pesquisa também simulou cenários para as eleições de 2026. Em um eventual primeiro turno, Lula registra 40% das intenções de voto contra 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No levantamento anterior, ambos apareciam tecnicamente empatados com 38% e 35%. Em projeção de segundo turno, o petista aparece com 47% ante 43% do parlamentar fluminense.
A rodada de entrevistas ocorreu após o site Intercept Brasil publicar que Flávio Bolsonaro pediu recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Entre os eleitores que afirmam conhecer o episódio, 64% avaliaram a conduta do senador como negativa.
Durante o último mês, o governo federal implementou ações como o programa Desenrola 2.0 e a revogação da “taxa das blusinhas”. O período também registrou uma medida provisória voltada aos preços da gasolina e o início da isenção do Imposto de Renda para remunerações de até R$ 5.000.
O Datafolha questionou ainda sobre o pleito presidencial de 2022, apontando que 91% dos eleitores não se arrependem de seus votos no segundo turno. Essa taxa atinge 90% entre os eleitores de Lula.
O instituto entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o BR-07489/2026.


