Na manhã desta terça-feira (5/5), a Polícia Federal deflagrou a Operação Barco de Teseu, uma ofensiva estratégica para desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudar o sistema bancário por meio da contratação de empréstimos irregulares.
A tática dos criminosos, segundo as investigações, baseava-se na cooptação de terceiros. A quadrilha recrutava diversas pessoas, que recebiam a missão de abrir contas bancárias de maneira fraudulenta. Uma vez com o acesso liberado, o grupo solicitava linhas de crédito e empréstimos. Assim que o dinheiro caía na conta, o montante era pulverizado — sacado imediatamente ou transferido para contas de “laranjas”, dificultando o rastreio financeiro por parte do banco.
A atuação da quadrilha se concentrou no interior paraibano. O raio de ação mapeado pela Polícia Federal aponta que as fraudes aconteceram principalmente nos municípios de Picuí, Cuité, Areia e Esperança.
O impacto financeiro da operação criminosa ainda está sendo dimensionado, mas os dados preliminares já revelam um rombo significativo. Apenas somando os golpes aplicados nas agências de Areia e Esperança, a Caixa Econômica Federal sofreu um prejuízo que ultrapassa a marca de R$ 72 mil.
Para frear a sangria, a Polícia Federal realizou um cerco em duas frentes. Durante a fase de diligências, os agentes já haviam efetuado três prisões em flagrante.
Nesta terça-feira, a operação avançou para a fase de buscas. Com ordens expedidas pela 16ª Vara Federal da Paraíba, os policiais cruzaram a divisa do estado e cumpriram três mandados de busca e apreensão em Pernambuco. Os alvos foram as residências dos principais investigados, localizadas nas cidades de Olinda e São Lourenço da Mata-PE.
Além das buscas, a Justiça Federal adotou uma medida drástica para garantir que o dinheiro roubado retorne aos cofres públicos: foi determinado o sequestro de bens de todos os investigados no esquema.


