Uma das figuras mais consagradas da teledramaturgia nacional acaba de traçar um novo rumo estratégico em sua carreira. Após 35 anos de exclusividade na TV Globo, o ator Humberto Martins assinou contrato com a Record. A mudança marca sua grande entrada no filão das superproduções bíblicas da emissora, integrando o elenco principal da aguardada série “A Ira do Herdeiro”. As gravações da nova aposta televisiva começam ainda neste mês.
É a primeira vez que Humberto Martins atuará fora dos estúdios da família Marinho desde o ano de 1987. Naquela época, o ator havia feito apenas uma participação especial na novela “Carmem”, exibida pela extinta Rede Manchete.
De 1988 a 2022, o galã construiu uma carreira ininterrupta e inteiramente global, colecionando papéis de destaque em sucessos absolutos de audiência como “Gabriela”, “Uga Uga”, “Totalmente Demais”, “Escrito nas Estrelas” e “Travessia”. Seu último trabalho na emissora carioca foi ao ar no especial “A Fábrica de Sonhos”, lançado em 2025.
Na nova casa, o veterano assumirá um papel que exige forte carga dramática e imposição. Em “A Ira do Herdeiro”, Martins dará vida ao temido rei assírio Senaqueribe. Nos bastidores, o personagem é descrito como um líder de pulso firme, um estrategista nato que impõe silêncio e respeito imediato por onde passa, motivado por uma perigosa visão expansionista de seu império.
A narrativa central da superprodução girará em torno da história do rei Manassés, protagonista que será interpretado pelo ator Nicolas Vargas, que viverá um par romântico com a atriz Laura Dutra. Para garantir o padrão de qualidade, a Record montou um elenco recheado de estrelas conhecidas do grande público, escalando nomes como Anderson Di Rizzi, Werner Schünemann, Virgínia Cavendish, Miriam Freeland, Cláudio Gabriel, Rafa Sieg e Isadora Dupret.
O projeto terá um formato enxuto e ágil, estruturado em exatos 20 episódios. Para comandar essa megaoperação, a Record convocou o diretor-geral Carlos Manga Jr., um profissional altamente conceituado no mercado que também construiu carreira na Globo, onde assinou a direção de obras aclamadas pela crítica como as séries “Desalma” e “Aruanas”.


