O governador Lucas Ribeiro assumiu o comando das operações de emergência na Paraíba nesta sexta-feira (1º), após o estado registrar o maior volume de precipitação das últimas três décadas. As chuvas intensas provocaram o isolamento de comunidades, danos estruturais severos e a interdição de diversas rodovias, exigindo uma resposta imediata do poder executivo estadual.
Para centralizar e agilizar os resgates e reparos, foi instaurado um comitê estratégico de crise. A força-tarefa integra a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PB) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano.
Acompanhado de sua equipe técnica, Lucas Ribeiro dedicou o dia para inspecionar os estragos nos municípios mais castigados: Pilar, Itabaiana, Mogeiro, Ingá e São José dos Ramos.
Diante do cenário de destruição, o governador confirmou a edição de um decreto de calamidade pública. A medida visa desburocratizar e acelerar as intervenções necessárias. Segundo o chefe do executivo estadual, a prioridade absoluta neste momento é restabelecer a segurança, garantir a mobilidade e oferecer assistência humanitária imediata aos desabrigados, trabalhando em parceria direta com as prefeituras locais.
Os dados oficiais da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) confirmam a gravidade do fenômeno meteorológico. A região superou os índices pluviométricos dos últimos 30 anos. Os maiores acumulados foram registrados em:
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Alhandra: 191 mm
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Pilar: 170 mm
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São José dos Ramos: 128 mm
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Mogeiro: 117 mm
A população em situação de vulnerabilidade já começou a receber suporte do Governo do Estado. A Secretaria de Desenvolvimento Humano iniciou a distribuição emergencial de suprimentos essenciais, incluindo água potável, cestas básicas, cobertores, colchões e enxovais, atendendo às demandas prioritárias mapeadas pelos municípios afetados.
A operação de segurança foi intensificada, com foco especial na área do 4º Comando Regional. Um posto de comando avançado foi montado estrategicamente em Itabaiana. Mais de 60 militares, incluindo equipes de reforço enviadas de João Pessoa, operam com viaturas e embarcações no resgate e monitoramento nas cidades de Itabaiana, Ingá, Mogeiro, Pilar e Salgado de São Félix.
O monitoramento também se estende a outras regiões:
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Litoral Norte: Atenção redobrada em Rio Tinto, devido à elevação do nível dos rios.
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Região de Campina Grande: Ações preventivas e vigilância de áreas de risco em Massaranduba, Queimadas e Puxinanã, sem ocorrências graves até o momento.
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Capital e Grande João Pessoa: Efetivo de prontidão máxima.
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Sertão: Índices pluviométricos dentro da normalidade.
O impacto na infraestrutura logística é um dos pontos mais críticos. O DER-PB interditou trechos vitais devido ao rompimento de estruturas, enquanto equipes trabalham no isolamento das áreas e na orientação de motoristas. As rodovias afetadas incluem:
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PB-032: Interdição na área de Pedras de Fogo.
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PB-054: Bloqueio no acesso entre Itabaiana e a BR-230 (rompimento da cabeceira da ponte).
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PB-066: Interdição no trecho urbano de Ingá por falha estrutural em ponte, cortando a ligação entre Itabaiana e Mogeiro.
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Pilar–Itabaiana: Via bloqueada devido a danos severos no asfalto.
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PB-048: Trecho sob monitoramento contínuo por risco de desabamento.
As autoridades alertam que a população evite deslocamentos desnecessários nas áreas sob alerta e siga as orientações das rotas alternativas propostas pelo DER e pela Defesa Civil.


