A Justiça Federal na Paraíba determinou a condenação de sete pessoas envolvidas em um esquema sofisticado de desvio de recursos no Serviço Social da Indústria (Sesi-PB). Desarticulada no âmbito da Operação Cifrão, a rede criminosa foi responsabilizada por fraudes em licitações e contratos de obras que causaram um rombo estimado em R$ 3,8 milhões aos cofres da instituição.
As investigações ganharam força após uma auditoria rigorosa da Controladoria-Geral da União (CGU), que detectou manobras ilícitas nos processos licitatórios. O grupo — formado por gestores do Sesi-PB, empresários e intermediários — atuava com uma divisão clara de tarefas para burlar o sistema e drenar o dinheiro público.
Para garantir o sucesso da fraude, a organização utilizava táticas como:
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Direcionamento de contratos para empresas parceiras do esquema;
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Restrição da concorrência nos editais;
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Pagamentos liberados por serviços que nunca chegaram a ser executados.
Além do desvio, os criminosos tentavam apagar os rastros do dinheiro através de práticas de lavagem de capitais. As investigações comprovaram o uso de terceiros (“laranjas”), movimentações financeiras fracionadas para burlar os radares fiscais e grandes saques em espécie com o objetivo de ocultar a verdadeira origem dos valores milionários.
O veredito da Justiça Federal dividiu as punições de acordo com o nível de participação de cada envolvido no esquema criminoso:
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Quatro acusados receberam a pena mais rigorosa: 9 anos e 1 mês de prisão, com cumprimento inicial em regime fechado, além da aplicação de multa.
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Outros três réus foram condenados a 3 anos e 9 meses em regime aberto. Neste caso, a Justiça autorizou a substituição da privação de liberdade por prestação de serviços à comunidade, atrelada ao pagamento de R$ 20 mil, conforme estipula o Código Penal.
As investigações foram conduzidas em conjunto pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF) e a CGU. A condenação marca um avanço importante na responsabilização de agentes que se utilizam de estruturas institucionais para o enriquecimento ilícito na Paraíba.


