Nesta sexta-feira (24), o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) determinou a interdição ética cautelar de setores do Hospital Municipal Prontovida, localizado em João Pessoa. A decisão foi embasada na necessidade de proteger pacientes e profissionais de saúde diante de problemas de infraestrutura física.
A medida restritiva atinge diretamente as seguintes alas da unidade hospitalar:
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Bloco cirúrgico;
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UTI Geral;
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UTI Oncológica;
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Enfermaria Oncológica.
A ação do CRM-PB ocorreu após a Vigilância Sanitária Municipal realizar uma vistoria que apontou graves inconformidades na estrutura do prédio. Na última quinta-feira (23), a Defesa Civil já havia interditado partes da edificação devido a riscos estruturais constatados no local.
Com a decisão ética do Conselho, os médicos ficam oficialmente impedidos de atuar nessas áreas específicas até que a prefeitura realize as devidas correções estruturais apontadas pelos órgãos de fiscalização. A própria administração da unidade já havia iniciado uma interdição administrativa prévia nos mesmos setores.
O Hospital Prontovida é uma unidade municipal de referência para casos de oncologia e procedimentos cirúrgicos na capital. Com as áreas paralisadas, a unidade enfrenta desafios operacionais imediatos.
De acordo com o secretário de Saúde de João Pessoa, Luis Ferreira, a gestão já deu início ao processo de transferência e realocação dos pacientes para outras alas ou unidades. O secretário afirmou que o objetivo é iniciar uma reestruturação no prazo de 15 dias para organizar a parte estrutural exigida.


