A partir desta quinta-feira (16), os beneficiários do Bolsa Família na Paraíba já começam a receber os repasses referentes ao mês de abril. O calendário, organizado pelo final do Número de Identificação Social (NIS), estende-se até o dia 30. O impacto do programa no estado é massivo: exatas 626.233 famílias foram contempladas, alcançando os 223 municípios paraibanos.
O repasse total injetado pelo Governo Federal na economia do estado atinge a impressionante cifra de R$ 420,8 milhões em apenas um mês. Para quem recebe, isso significa comida na mesa e contas pagas, com um benefício médio estadual de R$ 672,57.
Para compreender o tamanho da rede de suporte desenhada pelo programa desde sua retomada em 2023, é preciso olhar os números no detalhe. A Paraíba conta hoje com 235,7 mil crianças de zero a seis anos protegidas pelo Benefício Primeira Infância. Elas garantem um adicional de R$ 150 por integrante dessa faixa etária à renda familiar, exigindo um investimento de R$ 33,6 milhões exclusivamente para esse grupo.
Mas não para por aí. Os benefícios complementares, no valor de R$ 50, abraçam diferentes estágios da vida. Ao todo, 19,8 mil gestantes, 12 mil nutrizes (mulheres que amamentam) e 408,3 mil crianças e adolescentes entre sete e 18 anos estão recebendo este extra, o que representa mais R$ 20,7 milhões circulando no estado.
Como esperado, a capital paraibana lidera o volume de atendimentos. João Pessoa concentra o maior número de contemplados, com 80,4 mil famílias. Na sequência do ranking populacional do benefício aparecem as cidades de Campina Grande (36.031), Santa Rita (16.621), Bayeux (14.153) e Patos (14.043).
O dado curioso, que sempre chama a atenção na ponta do lápis, está no topo do valor médio por município. Baía da Traição encabeça a lista estadual, com as famílias recebendo, em média, R$ 714 mensais. Logo atrás vêm Cacimbas (R$ 712,40), Borborema (R$ 710,85), Serra da Raiz (R$ 708,57) e Juazeirinho (R$ 707,47).
Além dos pagamentos gerais, o Bolsa Família destina um olhar cuidadoso para grupos específicos em alta vulnerabilidade na Paraíba. Neste mês, o auxílio chega a 14,5 mil catadores de recicláveis, 4,2 mil famílias indígenas, 3,6 mil quilombolas, 2,1 mil trabalhadores resgatados de situação análoga à escravidão, 1,4 mil famílias em situação de rua e 92 famílias com crianças resgatadas do trabalho infantil.
É importante destacar, a nível nacional, a “Regra de Proteção”. Ela permite que famílias continuem recebendo 50% do benefício por até um ano após conseguirem um emprego com carteira assinada, oferecendo segurança na transição para o mercado formal de trabalho.


