A equipe econômica do governo federal avalia uma nova estratégia para combater o alto índice de endividamento da população brasileira. A principal e mais contundente medida em discussão é a permissão para que o trabalhador utilize o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas em aberto.
A informação foi confirmada nesta terça-feira (7) por Dario Durigan, representante do Ministério da Fazenda, e deve integrar um novo e robusto pacote de estímulo ao crédito.
Como vai funcionar?
O formato exato da liberação ainda está sendo desenhado pela Fazenda, em diálogo direto com bancos, fintechs e outras instituições financeiras. O objetivo, segundo o governo, é criar um sistema muito mais simples e desburocratizado do que os programas de renegociação lançados em anos anteriores.
Após uma reunião com parlamentares na Câmara dos Deputados, Durigan ressaltou que a liberação do Fundo de Garantia não está descartada, mas depende de ajustes técnicos. “Se acharmos que é razoável para o financiamento de dívidas, isso vai ser admitido”, pontuou.
O que o pacote de crédito deve incluir
Além do uso do FGTS, as negociações em andamento pelo governo federal estabelecem outras frentes para desafogar o orçamento das famílias. As informações preliminares sobre o pacote indicam:
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Descontos agressivos: A proposta em estudo prevê a possibilidade de abater até 80% do valor total das dívidas acumuladas pelos brasileiros.
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Foco nos juros altos: O alvo principal do programa são os débitos que mais asfixiam o consumidor, incluindo faturas atrasadas de cartão de crédito, uso do cheque especial e empréstimos pessoais.
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Prevenção à inadimplência: Uma novidade do programa é que ele não beneficiará apenas quem já está com o nome restrito. Pessoas que mantêm as contas em dia, mas que possuem uma fatia insustentável da renda comprometida com parcelas, poderão migrar suas dívidas atuais para novas linhas de crédito com taxas de juros mais baratas.
A expectativa da equipe econômica é concluir as análises e anunciar as regras oficiais do pacote de medidas nos próximos dias.



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