Os bastidores da política paraibana estão em ebulição, e uma nova peça acaba de se movimentar no tabuleiro das eleições estaduais. O empresário Diogo Cunha Lima, filho do ex-senador Cássio Cunha Lima, falou pela primeira vez sobre os fortes rumores de que estaria cotado para assumir a vaga de vice-governador em uma eventual chapa encabeçada por Cícero Lucena.
A resposta do jovem empresário para as especulações? Cautela e timing estratégico. Em meio às articulações, Diogo resumiu o momento em uma frase curta, mas carregada de significado: “Tudo tem seu tempo”.
A Estratégia do Eixo João Pessoa – Campina Grande
A declaração chega no ápice das expectativas, Cícero Lucena tem afirmado publicamente que quem tem tempo não tem pressa e que seu destino “está entregue a Deus”. No entanto, as movimentações de bastidor mostram que as costuras políticas seguem a todo vapor.
O nome de Diogo surge não apenas como uma opção, mas como um trunfo. Cícero já deixou claro seu objetivo de fortalecer a chapa com uma indicação vinda de Campina Grande, unindo as duas maiores forças eleitorais da Paraíba.
Ao ser questionado sobre o possível companheiro de chapa, Cícero preferiu a cautela, negando que a indicação já esteja fechada, mas não poupou elogios ao perfil de Diogo:
“Ele é um jovem empresário de Campina Grande. Trabalha, produz e tem a representatividade política da história dos Cunha Lima. Obviamente que nós temos que avaliar… Eu sempre disse que o vice eu espero que Campina indique. Então não é uma decisão minha.”
O Que Está em Jogo nas Próximas Horas?
Para o leitor que acompanha o sobe e desce das alianças, o cenário atual entrega três pontos cruciais de atenção:
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A Força do DNA Político: A presença de Diogo na chapa majoritária aciona imediatamente o recall e o capital político histórico do clã Cunha Lima no estado.
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O “Fator Campina”: Cícero joga a bola para a Rainha da Borborema, descentralizando a decisão e valorizando os aliados do compartimento da Borborema.
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O Efeito Dominó: Com a recente renúncia do governador João Azevêdo para disputar o Senado — o que efetivou Lucas Ribeiro no Governo —, a oposição precisa formatar sua chapa o mais rápido possível para consolidar o embate nas urnas.
A política exige ritmo. Hoje, os ponteiros indicam uma aproximação evidente, mas os personagens principais seguem medindo cada passo. Resta agora aguardar se o “tempo certo” mencionado por Diogo chegará a tempo de cravar essa chapa nas urnas.



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