Em um movimento estratégico para blindar a economia local, o governador João Azevêdo confirma o pagamento de subvenção a importadores. Entenda como essa medida milionária afeta o seu bolso e o transporte no estado.
Se você trabalha com transporte, logística ou sente diretamente os reflexos do preço dos combustíveis no custo de vida, esta é a notícia que você esperava. O Governo da Paraíba acaba de dar sinal verde para uma medida que promete aliviar o bolso do paraibano nos próximos dois meses.
Em decisão oficializada pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ-PB), a Paraíba se tornou um dos primeiros estados do Brasil a aderir à proposta do governo federal para baixar o preço do óleo diesel. O plano? Um subsídio direto aos importadores para conter a disparada causada por tensões internacionais.
Como a Conta Vai Fechar?
A engenharia financeira por trás dessa redução é clara e exige esforço conjunto. O auxílio estipulado é de R$ 1,20 por litro de diesel importado. Mas quem paga essa conta?
Segundo Marialvo Laureano, secretário de Estado da Fazenda, o modelo escolhido é a divisão igualitária de responsabilidades:
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R$ 0,60 bancados pela União;
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R$ 0,60 assumidos pelo Governo da Paraíba.
A adesão a esse pacto nacional, informada diretamente ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, não era obrigatória. Caso os estados decidissem não participar, o Governo Federal arcaria com o valor total. No entanto, o governador João Azevêdo optou pela parceria imediata, garantindo a subvenção para os meses de abril e maio.
O Preço da Estabilidade
Evitar que a crise no Oriente Médio — e a consequente alta no barril do petróleo — castigue a bomba de combustível aqui na Paraíba tem um preço. Estima-se que a contrapartida estadual custe aos cofres públicos aproximadamente R$ 15 milhões neste bimestre.
Por que a Paraíba conseguiu bancar? De acordo com o chefe da SEFAZ-PB, a resposta está na organização das contas. “Por ter uma gestão fiscal equilibrada, a Paraíba tem condições de contribuir para mitigar os efeitos da alta do diesel”, pontuou Laureano. O objetivo é proteger não apenas os caminhoneiros, mas toda a cadeia produtiva que depende do transporte de cargas, evitando um efeito cascata nos preços dos alimentos e serviços.
Com essa decisão, a Paraíba se posiciona na linha de frente para absorver os impactos externos, mantendo a engrenagem da economia local girando com mais fôlego até o meio do ano.
(Baseado em dados oficiais da Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba – SEFAZ-PB)



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