O candidato à reeleição ao Governo da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), reagiu nesta quarta-feira (30) à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pela campanha de Cícero Lucena (MDB) ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A ação pede apuração de suposta captação ilícita de votos e abuso de poder político e econômico durante a campanha.
Lucas afirmou que ainda não havia tomado conhecimento do teor da ação e classificou a iniciativa dos adversários como uma demonstração de “desespero”.
“É mais uma demonstração de que eles não têm o que falar. Eles estão desesperados, atacando de qualquer forma, de qualquer jeito”, declarou o candidato.
A AIJE tem Lucas Ribeiro e a candidata a vice-governadora Lígia Feliciano (União Brasil) como investigados, segundo as informações divulgadas sobre a ação.
O que a campanha de Cícero acusa
Segundo a campanha de Cícero Lucena, a ação apresenta registros de uma plataforma digital que teria sido usada durante a campanha para catalogar visitas a eleitores, demandas apresentadas por moradores e informações relacionadas à intenção de voto e rejeição dos candidatos da chapa governista.
A petição menciona pedidos relacionados a consultas, exames, cirurgias, cestas básicas, botijões de gás, materiais de construção e empregos. A campanha afirma que a estrutura teria sido usada para identificar as demandas, providenciar seu atendimento e, posteriormente, questionar os beneficiários sobre sua intenção de voto.
De acordo com os números apresentados na AIJE, o sistema teria registrado 8.592 abordagens, 1.721 demandas individualizadas, 723 pedidos de material e 6.942 revisitas. A campanha também afirma que as visitas ocorreram em João Pessoa, Bayeux e Cabedelo.
O advogado Walter Agra, que representa a campanha de Cícero, afirmou que os registros poderiam representar uma forma de documentar a suposta compra de votos.
Acusação ainda será analisada pela Justiça Eleitoral
A ação sustenta que os fatos podem caracterizar captação ilícita de sufrágio e abuso de poder político e econômico. Esses pontos, porém, são alegações apresentadas pela campanha de Cícero e ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral. O ajuizamento de uma AIJE não significa, por si só, que as irregularidades tenham sido comprovadas.
Lucas Ribeiro, por sua vez, afirmou que sua campanha segue uma linha “limpa” e “propositiva” e criticou o que classificou como ataques dos adversários. Segundo o candidato, as outras campanhas deveriam apresentar propostas para a Paraíba em vez de concentrar suas manifestações em acusações.
Até o momento, a questão permanece no campo da investigação judicial eleitoral, sem decisão de mérito sobre as acusações apresentadas na ação.
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