A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (26) as operações Rescue 24 e Rescue 25 com o objetivo de combater crimes relacionados ao armazenamento e à suspeita de compartilhamento de arquivos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. As diligências incluíram o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Sousa, no Sertão da Paraíba.
O avanço da investigação ocorreu por meio de uma cooperação técnica com o National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC). A entidade internacional identificou e comunicou às autoridades brasileiras a existência de usuários suspeitos de manter fotografias e vídeos com registros de abuso sexual infantil. A partir dessas informações, a Polícia Federal iniciou a análise do material para identificar os envolvidos e reunir provas.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais encontraram elementos que reforçam a suspeita de que o conteúdo também era compartilhado pela internet. Todo o material apreendido passará por perícia e seguirá integrando as investigações.
Mudança de nomenclatura e prevenção
A Polícia Federal também destacou uma mudança na forma como esse tipo de crime é tratado internacionalmente. Embora o termo “pornografia infantil” ainda esteja presente na redação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), autoridades e especialistas passaram a priorizar as expressões “abuso sexual infantil” e “violência sexual contra crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.
Como forma de prevenção, a corporação orienta que pais e responsáveis acompanhem de perto o uso da internet por crianças e adolescentes. Manter diálogo sobre segurança digital, conhecer as plataformas utilizadas pelos jovens e incentivar que qualquer situação suspeita seja comunicada imediatamente são medidas consideradas fundamentais para reduzir os riscos e fortalecer a proteção dos menores.


