Um homem foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (21), após um incidente durante a inauguração do um comitê do candidato a deputado federal Ricardo Coutinho (PT), na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, em João Pessoa.
Segundo relatos divulgados após a ocorrência, o homem, identificado como Romero Andrade, teria feito ameaças contra Ricardo Coutinho e estava com uma faca tipo peixeira e um objeto semelhante a uma arma de fogo. Durante a abordagem, foi constatado que a pistola era, na verdade, um simulacro.
O episódio aconteceu enquanto Coutinho participava do ato político. De acordo com relatos de testemunhas, o suspeito também teria agredido pessoas que estavam no local. Uma pessoa teria ficado ferida durante o tumulto. Essas circunstâncias ainda devem ser esclarecidas pelas autoridades.
A contenção contou com a participação de apoiadores e de um policial que estava à paisana no local. A Guarda Municipal também acompanhou a ocorrência. O homem foi encaminhado à Central de Polícia de João Pessoa.
Prisão e depoimentos
Após o incidente, Ricardo Coutinho deixou o evento e foi à Cidade da Polícia, no bairro do Geisel, para prestar depoimento. O policial responsável pela detenção e outras testemunhas também foram ouvidos. O suspeito permanece detido e aguarda os encaminhamentos judiciais.
A defesa de Romero Andrade apresentou outra versão para o episódio. Segundo o advogado Ayrllan Rodrigues, o cliente foi ao ato como um “cidadão comum” e não teria utilizado os objetos apreendidos durante a ocorrência.
Ricardo Coutinho fala em motivação política
Em declaração após o episódio, Ricardo Coutinho classificou o ocorrido como um ataque de caráter político e citou publicações encontradas no perfil do suspeito nas redes sociais.
O candidato relacionou o conteúdo das publicações ao bolsonarismo e disse que a presença de uma faca e de um objeto semelhante a uma pistola indicaria uma intenção de praticar violência. A motivação do episódio, no entanto, ainda precisa ser apurada pelas autoridades.
A equipe de campanha divulgou uma nota de repúdio e afirmou que o processo eleitoral deve ser marcado por diálogo, respeito e liberdade. “Não aceitaremos que o medo ocupe o lugar das ideias”, afirmou a campanha.
O caso segue sob apuração.


