João Pessoa recebeu neste domingo (20) as provas de resistência da segunda etapa da Copa Brasil de Paraciclismo de Estrada 2026. A competição reuniu 122 atletas de 17 estados brasileiros, além de representantes do Paraguai e da Venezuela, em um circuito montado na região da Estação Cabo Branco, no Altiplano.
A etapa começou no sábado (19), com as provas de contrarrelógio individual, e terminou no domingo com as disputas de resistência. Segundo a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), a competição distribui pontos para os rankings nacional e internacional.
Nas provas deste domingo, Eduardo Ramos Pimenta venceu a categoria MH3 depois de completar 16 voltas em 1h45min49s. Na WH3, Jady Martins Malavazzi terminou em primeiro lugar, com 12 voltas em 1h30min29s.
Na MH5, Antônio Marcos de Moura ficou com a primeira colocação. O carioca Ronan da Motta Fonseca terminou em segundo, após completar 15 voltas em 1h48min17s. Na WT2, a pernambucana Ainoam Naiara da Silva Amorim venceu a prova com três voltas e tempo de 1h25min44s.
Estratégia também decide a prova
Além da resistência física, as disputas exigem leitura de corrida e estratégia. O diretor de Paraciclismo da CBC, Edilson Rocha, explicou que, dependendo da categoria, algumas provas ultrapassam duas horas de duração.
“É um dia mais de estratégia. Os atletas precisam negociar e é mais de uma hora de prova, uma hora e meia, uma hora e 40, até duas horas, dependendo do grupo”, afirmou. Segundo ele, o formato permite acompanhar de perto ataques, defesas e decisões tomadas ao longo do percurso.
Edilson também destacou a presença de atletas com experiência em grandes competições internacionais, incluindo campeões mundiais, participantes de Copas do Mundo e campeões de eventos continentais e nacionais.
Ouro logo na estreia
Ainoam Naiara da Silva Amorim viveu em João Pessoa sua primeira participação na Copa Brasil. Antes da largada, a pernambucana falou sobre a mistura de ansiedade, nervosismo e confiança para enfrentar a prova.
“É muita ansiedade, nervosismo, mas também confiança”, contou a atleta. A tensão ficou para trás quando a prova começou: Ainoam completou as três voltas da WT2 em 1h25min44s e terminou com a medalha de ouro.
Ronan da Motta Fonseca, de 44 anos, também chamou atenção pela experiência. Ele pratica paraciclismo desde 2018 e disputou pela quarta vez uma competição em João Pessoa. Para o atleta, a etapa tem peso importante por causa dos pontos para o ranking internacional e da classificação da UCI.
Mesmo com anos de experiência, Ronan disse que a ansiedade continua aparecendo antes da largada. “Se você está correndo uma etapa de Copa Brasil, um Campeonato Brasileiro ou um Campeonato Mundial, o atleta tende sempre a dar o seu melhor. Então, esse friozinho na barriga é inevitável”, afirmou.
A segunda etapa da Copa Brasil de Paraciclismo de Estrada encerrou a programação em João Pessoa com disputas em diferentes classes funcionais, incluindo ciclismo, handbike, tandem e triciclo.
Com informações Secom/PMJP.


