O Instituto Médico Legal (IML) da Paraíba enfrenta um déficit de médicos-legistas que tem provocado impactos na liberação de corpos e na emissão de laudos periciais. O alerta foi feito pela Associação dos Peritos Oficiais Médico-Legais da Paraíba (APML), que afirma que a falta de profissionais aumenta a sobrecarga das equipes e compromete o funcionamento dos serviços periciais.
Segundo a entidade, o cenário pode agravar ainda mais os prazos de atendimento caso não haja reforço no quadro de servidores.
Déficit afeta atendimento
De acordo com a APML, a redução no número de médicos-legistas interfere diretamente na realização de exames periciais e na conclusão de laudos técnicos, documentos fundamentais para investigações policiais e processos judiciais.
Além disso, a limitação do efetivo também impacta o tempo necessário para a liberação de corpos às famílias.
Sobrecarga dos profissionais
O presidente da Associação dos Peritos Oficiais Médico-Legais da Paraíba, Patrício Eduardo, afirma que a rotina de trabalho tem provocado elevado desgaste físico e emocional entre os profissionais.
Segundo a entidade, a atividade dos médicos-legistas exige atuação permanente em ocorrências relacionadas à violência e à investigação de mortes, tornando indispensável uma estrutura adequada de trabalho.
Reflexos para a Justiça
Além dos impactos sobre os profissionais, a associação afirma que a escassez de servidores compromete a produção de provas técnicas utilizadas em investigações e processos judiciais.
Para a APML, a recomposição do quadro de médicos-legistas é necessária para garantir maior agilidade na emissão dos laudos periciais, reduzir o tempo de espera das famílias e assegurar o funcionamento adequado do sistema de perícia oficial no estado.


