A Polícia Civil da Paraíba prendeu preventivamente, na tarde desta terça-feira (9), o repórter Adailton Macário, investigado por suspeita de integrar uma organização criminosa com atuação na região de Itabaiana. A operação foi deflagrada pelo Grupo Tático Especial (GTE), vinculado à 9ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), e surpreendeu o comunicador por volta das 14h30, na rodoviária da cidade.
De acordo com o delegado adjunto do GTE, Júlio César, o suspeito também é investigado pelas práticas de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A captura ocorreu após o Poder Judiciário deferir o pedido de prisão preventiva formulado com base nos elementos recolhidos pela Polícia Civil.
Material restrito e drogas
Durante as diligências, as equipes realizaram buscas e localizaram itens que chamaram a atenção das autoridades pelo nível de acesso. Os agentes apreenderam munições de calibre .380, um rádio comunicador, computadores, um aparelho celular e um colete balístico de cerâmica — equipamento refinado e de alta restrição.
A polícia também informou que, em outro mandado cumprido em um imóvel atribuído ao repórter, foram encontrados entorpecentes. Todo o material confiscado foi recolhido e passará por análise detalhada para subsidiar a continuidade do inquérito e mapear a atuação do grupo criminoso.
Segundo a autoridade policial, Adailton Macário já possui um histórico criminal de conhecimento público, tendo sido detido anteriormente sob a acusação de estupro.

Posicionamento da defesa
O advogado que representa o suspeito acompanhou os desdobramentos na delegacia e adotou cautela. A defesa informou que o repórter alega inocência de todas as acusações, mas ressaltou que só emitirá uma declaração técnica e oficial após ter acesso integral aos autos do processo.
O investigado passou pelos procedimentos legais cabíveis na delegacia de Itabaiana e permanece detido, à disposição da Justiça. A Polícia Civil da Paraíba reafirmou seu compromisso com o enfrentamento ao crime organizado e lembrou à população que informações e denúncias podem ser repassadas com sigilo absoluto pelo Disque-Denúncia 197.


