A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta quarta-feira (8) a última arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. A espingarda estava em uma residência no município de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e foi entregue voluntariamente pelo responsável pelo imóvel, em cumprimento a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após a comunicação à corporação, agentes federais foram até o endereço para recolher o armamento e realizar os procedimentos legais. Segundo a PF, a espingarda era a última arma que ainda restava ser localizada entre aquelas abrangidas pela decisão judicial.
Divergência sobre o armamento
A apreensão encerra um impasse envolvendo a relação de armas registradas em nome do ex-presidente. Na manhã da mesma quarta-feira, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência de Jair Bolsonaro, mas nenhum armamento foi encontrado.
A operação foi motivada por divergências entre o número de armas registradas e o material efetivamente entregue às autoridades. No último domingo (5), o Batalhão de Polícia do Exército havia repassado à Polícia Federal seis das oito armas previstas na decisão judicial.
Defesa apresentou explicações
Segundo a defesa de Bolsonaro, uma das armas havia sido apreendida anteriormente durante uma abordagem de trânsito no Distrito Federal. Já a última permanecia sob a guarda de uma empresa importadora localizada no Rio Grande do Sul, correspondendo à espingarda recolhida nesta quarta-feira em Cachoeirinha.
Com a entrega do equipamento, a Polícia Federal informa que foi concluído o recolhimento das armas registradas em nome do ex-presidente previstas na determinação expedida pelo Supremo Tribunal Federal.


