O ator britânico Patrick Stewart, conhecido mundialmente por interpretar o comandante Jean-Luc Picard, na franquia “Star Trek”, e o Professor Charles Xavier, nos filmes “X-Men”, morreu aos 86 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos. O falecimento ocorreu na quarta-feira (28) e foi anunciado publicamente na quinta-feira (29), por sua representante, Kelly Bush Novak.
Segundo a representante, Stewart enfrentou uma breve trajetória com a doença de Alzheimer e a demência com corpos de Lewy. Os diagnósticos não haviam sido divulgados publicamente antes do anúncio da morte.
Da formação teatral ao comando da Enterprise
Nascido em 13 de julho de 1940, na cidade de Mirfield, na Inglaterra, Patrick Stewart cresceu em uma família trabalhadora e encontrou no teatro um caminho para a carreira artística. Ainda jovem, recebeu uma bolsa de estudos para frequentar a Bristol Old Vic Theatre School.
Em 1966, ingressou na Royal Shakespeare Company, uma das mais importantes companhias teatrais do Reino Unido, onde permaneceu por 14 anos. Durante esse período, participou de montagens de obras clássicas e desenvolveu uma carreira ligada especialmente ao teatro shakespeariano.
O reconhecimento internacional chegou em 1987, quando assumiu o papel do capitão Jean-Luc Picard em “Star Trek: A Nova Geração”. A série teve sete temporadas, exibidas entre 1987 e 1994, e também deu origem a quatro filmes com o elenco da produção.
Décadas depois, Stewart voltou ao personagem na série “Star Trek: Picard”, exibida entre 2020 e 2023.
Professor Xavier marcou sua carreira no cinema
Em 2000, o ator estreou como Charles Xavier, o Professor X, na primeira adaptação cinematográfica de “X-Men”. O personagem, líder dos mutantes, tornou-se outro dos papéis mais conhecidos de sua carreira.
Stewart voltou a interpretar Xavier em produções posteriores da franquia, incluindo “Logan”, lançado em 2017, no qual contracenou com Hugh Jackman.
Mesmo com o sucesso em Hollywood, o ator manteve sua ligação com os palcos. Entre seus trabalhos teatrais também estão apresentações de “Esperando Godot” e “Terra de Ninguém”, ao lado do ator Ian McKellen, amigo próximo e parceiro em diferentes projetos.
Em reconhecimento à sua contribuição às artes dramáticas, Stewart recebeu da rainha Elizabeth II o título de cavaleiro em junho de 2010. A partir de então, passou a ser chamado de Sir Patrick Stewart.
Ativismo contra a violência doméstica
Fora do trabalho artístico, Stewart também se dedicou a campanhas de combate à violência doméstica. O envolvimento com a causa tinha relação com sua própria infância, marcada pela violência que presenciou o pai cometer contra sua mãe.
O ator tornou-se patrono da Refuge, organização britânica que presta apoio a vítimas de violência doméstica, e falou publicamente sobre a importância de enfrentar o problema.
Em 2023, publicou sua autobiografia, “Making It So”, na qual revisitou a infância, a formação teatral, os bastidores de sua carreira e experiências pessoais que marcaram sua vida.
A trajetória de Patrick Stewart atravessou gerações e diferentes universos artísticos. Do teatro de Shakespeare à ficção científica, o ator construiu uma carreira reconhecida tanto nos palcos quanto no cinema e na televisão.
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