O Dia Mundial da Terapia Ocupacional é celebrado nesta terça-feira (27) e chama a atenção para a importância da profissão na promoção da autonomia, da inclusão e da qualidade de vida. A data foi lançada em 2010 pela Federação Mundial de Terapeutas Ocupacionais (WFOT) e, em 2026, tem como tema “Participation Matters”, que pode ser traduzido como “A participação importa”.
A proposta é destacar como as atividades, os papéis e as rotinas do dia a dia contribuem para a saúde e o bem-estar. A terapia ocupacional atua para ajudar pessoas a superar barreiras que dificultam a participação em tarefas e situações importantes, seja em casa, na escola, no trabalho ou na comunidade.
Como funciona a terapia ocupacional
O terapeuta ocupacional avalia as necessidades de cada pessoa e propõe estratégias para facilitar a realização das atividades cotidianas. O acompanhamento pode envolver, por exemplo, adaptar tarefas, desenvolver habilidades, orientar familiares e cuidadores ou ajustar ambientes para tornar a rotina mais acessível e segura.
A atuação alcança diferentes faixas etárias e pode beneficiar pessoas com deficiências, condições neurológicas, dificuldades no desenvolvimento, questões de saúde mental ou necessidades de reabilitação após lesões e doenças. O plano de atendimento depende dos objetivos e das condições de cada pessoa.
História e regulamentação no Brasil
No Brasil, um dos antecedentes históricos da área remonta a 1931, quando o médico Ulisses Pernambucano desenvolveu iniciativas de uso terapêutico da ocupação no Hospital da Tamarineira, no Recife. Essas práticas fizeram parte da trajetória da assistência em saúde mental no país, antes da consolidação da terapia ocupacional como profissão regulamentada.
O reconhecimento legal da terapia ocupacional como profissão de nível superior ocorreu com o Decreto-Lei nº 938, de 13 de outubro de 1969. Desde então, a atuação profissional se consolidou em diferentes contextos, incluindo serviços de saúde, educação e assistência social.
O brasão da profissão inclui o triângulo, ou Delta, associado à relação entre terapeuta, cliente e atividade. Essa representação destaca a interação entre o profissional, a pessoa atendida e as ações que fazem parte do processo terapêutico.
Acesso a profissionais ainda é um desafio
A oferta de terapeutas ocupacionais também é uma questão importante para o acesso aos serviços. Em publicação de 27 de outubro de 2025, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 7ª Região (Crefito-7) informou que a Bahia tinha 765 terapeutas ocupacionais registrados para uma população de quase 14 milhões de habitantes.
Na mesma publicação, a terapeuta ocupacional Suely Galvão na época vice-presidente do conselho, ressaltou que a falta de profissionais restringe o acesso à reabilitação e pode ampliar situações de exclusão. O dado divulgado pela entidade é referente à publicação de 2025 e não representa, necessariamente, uma atualização do total de registros em 2026.
Neste 27 de outubro, o Dia Mundial da Terapia Ocupacional reforça a importância de ampliar o conhecimento sobre a profissão e seu papel na construção de rotinas mais acessíveis, independentes e participativas.
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