O Dia do Paraquedista, lembrado em 22 de outubro, remete a um dos episódios mais importantes da história da aviação. Foi nessa data, em 1797, que o francês André-Jacques Garnerin realizou um salto de paraquedas a partir de um balão sobre o Parc Monceau, em Paris. O feito é reconhecido como o primeiro salto registrado dessa modalidade a partir de um balão em grande altitude.
O acontecimento marcou uma etapa importante no desenvolvimento dos paraquedas, equipamentos projetados para reduzir a velocidade de uma queda por meio da resistência do ar. Na experiência de Garnerin, o paraquedas era diferente dos modelos utilizados atualmente, e a descida foi marcada por oscilações até a chegada ao solo.
Experimentos anteriores ajudaram a abrir caminho
A história do paraquedismo não começou apenas com o salto de 1797. Em 1783, o francês Louis-Sébastien Lenormand já havia realizado uma experiência de descida de menor altura utilizando um dispositivo improvisado, precursor dos paraquedas.
Com o avanço da aviação no início do século XX, os experimentos passaram a incluir saltos a partir de aeronaves. O norte-americano Albert Berry realizou uma descida de paraquedas a partir de um avião em 1º de março de 1912, episódio frequentemente citado como um marco pioneiro dessa modalidade. Há também relatos de experiências anteriores, como a atribuída a Grant Morton, em 1911.
A evolução dos equipamentos ampliou as possibilidades de uso do paraquedas. Além das apresentações e práticas recreativas, a tecnologia passou a ter aplicação militar, especialmente com o desenvolvimento de técnicas de deslocamento de tropas pelo ar.
A formação paraquedista no Exército Brasileiro
A história brasileira também tem uma data importante ligada ao dia 22 de outubro. Em 1944, o capitão Roberto de Pessôa tornou-se o primeiro militar brasileiro a receber o brevê de paraquedista para combate, durante sua formação nos Estados Unidos.
A experiência contribuiu para a organização da atividade no país. Em 1945, o Exército Brasileiro estruturou a Escola de Paraquedistas, no Rio de Janeiro. O funcionamento efetivo dos cursos nacionais começou em 1949, formando militares especializados na atividade paraquedista.
A estrutura evoluiu ao longo das décadas e deu origem à atual Brigada de Infantaria Paraquedista, sediada no Rio de Janeiro. A formação prepara militares para missões aeroterrestres, nas quais o deslocamento por paraquedas permite alcançar áreas de interesse operacional.
Entre os símbolos associados à formação estão a boina grená e o brevê paraquedista, entregues aos militares que concluem o treinamento correspondente.
Uma data ligada à evolução dos saltos
O 22 de outubro reúne dois marcos históricos distintos: o salto de André-Jacques Garnerin, em 1797, que consolidou um episódio pioneiro do paraquedismo em grande altitude, e a formação de Roberto de Pessôa, em 1944, que integra a história da qualificação militar brasileira.
A trajetória do paraquedismo mostra como uma experiência inicialmente voltada à exploração dos limites da descida aérea ganhou novas aplicações ao longo do tempo, tanto no esporte quanto nas operações militares.
-
Clique aqui para seguir o canal “Notícia de Fato PB” no WhatsApp e não perca nenhuma informação.


