O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (30), que brasileiros com maior nível de escolaridade tendem a assumir posições mais conservadoras. A declaração ocorreu durante uma entrevista a criadores de conteúdo, na qual o presidente também criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
Ao comentar o voto de pessoas com diploma universitário em candidatos de oposição, Lula questionou o que levaria esse grupo a apoiar adversários políticos.
“Quando eu vejo um cara com diploma, um economista, votar no Bolsonaro, eu fico pensando o que é que esse cara espera da vida? O que esse cara aprendeu de política na vida?”, afirmou.
A associação entre maior escolaridade e posições conservadoras foi apresentada por Lula como uma avaliação sobre o comportamento de parte do eleitorado.
Lula critica Flávio Bolsonaro
Na mesma conversa, Lula direcionou críticas à trajetória política de Flávio Bolsonaro. O presidente afirmou que o candidato do PL “não tem biografia”, “nunca trabalhou na vida” e chegou à política com apoio do crime organizado e de milicianos do Rio de Janeiro.
Flávio iniciou a carreira eleitoral em 2002, quando foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro aos 21 anos. A afirmação de Lula sobre o apoio de milicianos, portanto, é uma acusação feita pelo próprio presidente e não deve ser apresentada como fato comprovado sem atribuição.
Lula também questionou o que Flávio teria a oferecer ao eleitorado e afirmou que o adversário não teria conteúdo ou propostas capazes de convencer os eleitores.
“Eu queria que alguém me dissesse o que esse cara tem pra oferecer. Nada, não tem conteúdo”, declarou.
A campanha de Flávio Bolsonaro foi procurada pelo Estadão Conteúdo para comentar as declarações de Lula, mas não havia respondido até a publicação da reportagem consultada.
Com informações Estadão
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